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Menos chuva, energia mais cara

As projeções variam, mas os aumentos das tarifas de energia devem ficar em média na casa dos 10%, projetam os analistas. Há quem preveja aumentos na casa dos 15%

09/01/2018 - 03h30

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Por Redação NSC
(Foto: )

O custo da energia tem um peso determinante na composição de outros preços e da produção no país. Em novembro de 2017, conforme a medição mais recente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as tarifas do segmento ficaram 4,21% mais caras. A bandeira tarifária vermelha puxou o custo adicional por cada 100 quilowatts-hora (kwh) de R$ 3,50 para R$ 5,00.

O novo ano chegou e, com ele, a conta de um 2017 em função dos índices de chuvas mais baixos. O acionamento de usinas térmicas, necessário para manter o abastecimento no ano passado, deve implicar em reajustes mais elevados em 2018.

As projeções variam, mas os aumentos das tarifas de energia devem ficar em média na casa dos 10%, projetam os analistas. Há quem preveja aumentos na casa dos 15%. Pelos cálculos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o déficit hidrológico médio de 2017 ficou em 79%, o que significa que as hidrelétricas geraram 21% menos do que o volume de energia que tinham direito de comercializar em 2017.

Em janeiro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou bandeira verde, ou seja, sem custo para os consumidores. Uma boa notícia, já que essa cor indica condições favoráveis de geração hidrelétrica no Sistema Interligado Nacional.

Mas o que preocupa é que as distribuidoras de energia elétrica já indicaram um rombo de R$ 6 bilhões em função dos níveis de reservatórios de hidrelétricas. Além do custo com o déficit hidrológico, os especialistas também citam os encargos setoriais como fator de pressão nas tarifas de energia. No final de dezembro, a Aneel anunciou um aumento de 22,88% na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o que corresponde a um impacto médio nas tarifas de 2,14%, com diferenças no peso da cobrança por regiões. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o impacto será de 2,72%, e no Norte e Nordeste, de 0,77%, segundo cálculos da própria agência.

A indústria catarinense paga hoje uma das mais altas taxas do segmento no país. Para Otmar Müller, presidente da Câmara para Assuntos de Energia da Fiesc, a tarifa reflete o rateio injusto da CDE entre Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste com o Norte e Nordeste. Além disso, pesa a elevação do valor do custo da energia pago em Itaipu, precificado em dólar, e os encargos financeiros das manobras realizadas pelo governo federal em 2013.

Em Santa Catarina, o reajuste anual da Celesc ocorre em agosto. A companhia ainda não tem estimativa sobre os percentuais da tarifa em 2018. É esperar para ver o tamanho da conta.

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