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Ministério da Cultura pode financiar jogos eletrônicos nacionais em 2016

Investimentos devem variar entre R$ 8 e R$ 10 milhões

01/10/2015 - 14h03 - Atualizada em: 23/10/2015 - 15h26

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Por Redação NSC
(Foto: )

A Secretaria do Audiovisual (SAV), do Ministério da Cultura, prepara uma linha de financiamento de jogos eletrônicos nacionais por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, conforme adiantaram nesta quinta-feira o secretário Pola Ribeiro e o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. A ideia é estimular a produção de jogos por empresas nacionais e que tratem de temas relacionados à cultura nacional.

- É uma ação em construção. Parte da premissa de que há um importante mercado de jogos eletrônicos no Brasil, que é um grande usuário de jogos, um grande consumidor disso. Temos aqui poucos jogos brasileiros desenvolvidos com a cultura brasileira no interior deles - disse Rangel.

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O edital será focado em empresas brasileiras e exigirá temas da cultura nacional e talentos brasileiros em seu desenvolvimento, mas, segundo o presidente da Ancine, haverá parceria com empresas estrangeiras que lançam jogos, chamadas de publishers de games:

- Nessa indústria, os publishers são internacionais. Os buscaremos para ser parceiros.

A elaboração dessa linha de financiamento é tema de discussão entre a Ancine, a SAV, a Empresa de Comunicação e Audiovisual de São Paulo (SPCine) e alguns produtores de jogos.

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Segundo Pola Ribeiro, o objetivo é iniciar a linha de crédito já no ano que vem, com investimentos variando entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões. Nas metas da Ancine para o segundo ano do Programa Brasil de Todas as Telas, já constam a produção de 20 jogos eletrônicos.

- Não é uma supercontribuição, porque é um mercado pujante, mas estamos entrando pontualmente, dando força, potência a coisas que são menos valorizadas de alguma forma - informou Ribeiro.

Ele adiantou que a ideia é valorizar jogos colaborativos, em vez de competitivos, e também produtos que estimulem diversas gerações:

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- Queremos criar uma estratégia que não seja artesanal, que tenha potencial econômico, mas que tenha lógicas novas no mercado.

Pola Ribeiro acrescentou que a ideia inicial é incluir todas as telas, como computadores, tablets e celulares.

*Agência Brasil

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