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Política

Ministério Público apura denúncia de prática ilegal de vereador em Joinville

Em diálogos gravados entre João Carlos Gonçalves e um ex-assessor, ele citaria existência de esquema em que políticos cobrariam parte de salários para mantê-los no cargo

20/08/2015 - 16h02

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Por Redação NSC
Advogado do político afirma que o trecho da conversa exposta está sendo usada fora do contexto
Advogado do político afirma que o trecho da conversa exposta está sendo usada fora do contexto
(Foto: )

A gravação de uma suposta conversa entre o vereador João Carlos Gonçalves (PMDB) e um de seus ex-assessores parlamentares resultou na abertura de um inquérito no Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC). Na denúncia, acrescida por um diálogo gravado pelo ex-assessor, o vereador discute a suposta prática ilegal de cobrança de uma "caixinha" de assessores parlamentares na Câmara de Vereadores de Joinville.

Os diálogos citam a existência do esquema que exigia um percentual dos salários dos assessores como condição para que se mantivessem nos cargos comissionados da Câmara.

Em uma das partes da gravação, um dos envolvidos suspostamente faz contato com o assessor para fazer a cobrança do esquema, que teria acontecido quando o vereador exercia a presidência da Câmara. O inquérito foi aberto pela 13ª Promotoria de Justiça de Joinville para investigar a denuncia do ex-assessor sobre enriquecimento ilícito. Ainda segundo a denúncia, o ex-presidente da Câmara exigia 10% do salário dos assessores e duas testemunhas já teriam sido ouvidas.

O promotor responsável pelo caso informou na manhã de ontem que ainda não irá se manifestar sobre a investigação. No Ministério Publico, a gravação do áudio em que o vereador confirmaria a existência da cobrança foi anexada ao inquérito, mas a autenticidade ainda precisa ser confirmada.

A Câmara de Vereadores de Joinville informou que ainda não foi notificada sobre o caso pelo Ministério Público e só poderá se manifestar a respeito das investigações quando isso acontecer.

Contraponto

O advogado André Luiz Geronutti, que representa João Carlos Gonçalves, informou que as alegações do denunciante são infundadas e que o trecho da conversa gravada por um amigo do ex-assessor que fez a denúncia está sendo usado "fora de contexto".

Segundo a defesa de João Carlos, a denúncia tem cunho pessoal e político, já que o denunciante teria interesse em se lançar como candidato nas próximas eleições. A defesa informou ainda que o vereador irá colaborar com a elucidação dos fatos.

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