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    Modificação do vírus é desafio na busca por vacina para covid-19, afirma estudioso 

    Mesmo que a vacina seja desenvolvida não se sabe se poderá imunizar contra doença 

    05/05/2020 - 12h13

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    Por Juliana Gomes
    Pesquisadores buscam vacina para covid-19
    Pesquisadores buscam vacina para covid-19
    (Foto: )

    A capacidade de modificação do vírus é um dos aspectos que desafiam os pesquisadores na busca por uma vacina para o coronavírus, afirmou o pós-doutor em Análises Clínicas Alessandro Silveira. Em entrevista ao Notícia na Manhã, o professor de Microbiologia da FURB de Blumenau comparou a situação com a vacina da febre amarela, em que o paciente não desenvolve mais a doença depois de ser imunizado, e a da gripe, em que é possível contrair o vírus mesmo após a vacinação.

    - Temos que lembrar que é uma discussão muito nova. A gente está aprendendo sobre o coronavírus, não se sabe até que ponto as vacinas vão ser efetivas. A gente pode fazer um paralelo com o vírus da gripe. Existe vacina contra gripe, mas não indica que a pessoa não vai mais ter a doença, porque os vírus se modificam muito – afirmou

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    Conforme Alessandro Silveira, a vacina aplicada este ano é produzida a partir do vírus que circulou no ano anterior.

    - Por isso que a gente não sabe se existirá uma vacina com imunidade protetora, como a da febre amarela, em que você faz a vacina e sabe que não vai mais ter a doença – explicou.

    Para ele, há boas perspectivas de que ainda este ano ou no próximo haja uma vacina disponível.

    - A gente sabe que esse é um processo lento e vai levar algum tempo – afirmou.

    Conforme o professor, no caso do coronavírus, o sistema imune tem um papel contraditório. Primeiro protege e depois agrava a doença.

    - O sistema imune que estava nos defendendo vai causar todo problema da infecção, porque ele responde de uma maneira exagerada à presença do vírus e e pode levar a todo dano, principalmente a questão pulmonar. Ele gera um processo inflamatório pulmonar, o pulmão enche de água, gera um edema inflamatório e aí a pessoa não consegue fazer trocas gasosas e tem dificuldade para respirar. Aí que vem toda demanda dos respiradores artificiais – explicou.

    Ouça a entrevista:

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