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Pandemia

Morador de Chapecó morto por Covid vai ser trazido de carro do Espírito Santo a SC

Devenildo Simão Santos morreu na quarta-feira (24) após 22 dias internado

26/03/2021 - 16h09 - Atualizada em: 26/03/2021 - 16h12

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Caroline
Por Caroline Borges
Devenildo Simão Santos
Devenildo Simão Santos morreu por Covid após 22 dias internado no Espírito Santo
(Foto: )

O corpo de Devenildo Simão Santos, 67 anos, morto por Covid-19 após 22 dias internado em UTI no Espírito Santo, será trazido de carro a Santa Catarina. O morador de Chapecó foi o quarto catarinense diagnosticado com a doença a morrer após ser enviado em busca de um leito de hospital no Estado do Sudeste.

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Uma empresa funerária contratada pelo governo de SC vai fazer o transporte do corpo por via terrestre. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a ajuda de um carro é necessária porque a aeronave do Corpo de Bombeiros está escalada para outras missões. O começo do transporte e o enterro de Devenildo ainda não têm datas confirmadas.

O morador de Chapecó estava internado no Hospital Regional do Oeste (HRO) à espera de um leito especializado. Em função da dificuldade de conseguir uma vaga em SC, ele foi transferido em 4 de março para o Espírito Santo com o apoio da aeronave do Arcanjo 02, dos bombeiros.

Outros três pacientes do Oeste de SC na mesma situação que Devenildo morreram no Espírito Santo em meio à luta contra a Covid. Ivani Oliveira Ratkiewcz, 63 anos, Hércules Antonio Senger, 59, e Daniel Pegoraro, 34, morreram entre o fim de fevereiro e início de março. Outra paciente segue internada no Hospital Dr. Jayme Santos Neves, no estado capixaba.

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Em função da alta ocupação de leitos de UTI Covid, o governo de SC recebeu ajuda do outro Estado e começou a transferir pacientes em 3 de março. No dia 12, foi anunciada a suspensão dos transportes que ainda estavam previstos.

Segundo o governo de SC, o motivo do cancelamento seria o “aumento da demanda de pacientes capixabas nas unidades de saúde do Estado". A Secretaria de Saúde do Espírito Santo justificou que a oferta de leitos para transferência de pacientes de outros estados estava submetida à avaliação do comportamento da ocupação de leitos no limite de 80%, mas essa taxa avançou naquele Estado.

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