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Seu Problema é Nosso

Moradores dos Ingleses reivindicam saneamento e pavimentação de rua

Comunidade da Servidão Valentim José da Silva, em Florianópolis, reclama de falta de calçamento e de seguidos alagamentos

20/02/2019 - 18h00

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Por Dayane Bazzo
Servidão Valentim José da Silva consta na prefeitura como asfaltada
(Foto: )

Há mais de 25 anos, os moradores da Servidão Valentim José da Silva, no bairro Ingleses, na Capital, cobram da prefeitura o básico: coleta de esgoto, tubulação para água da chuva, bocas de lobo e calçamento da via. Muitas promessas de políticos foram feitas em épocas de eleições, mas nunca foram cumpridas. O barro em dias de chuva e a poeira quando o tempo está seco fazem parte da rotina, mas o que mais preocupa são os constantes alagamentos, que pioraram desde o ano passado.

A psicóloga Ana Claudia Lima, de 41 anos, mora há 12 anos na servidão e, desde então, acompanha a luta dos vizinhos na reivindicação por pavimentação. Já procuraram a prefeitura pessoalmente, contataram a Secretaria de Obras e receberam informações divergentes.

— Alguns moradores foram na prefeitura e foram informados de que o registro é como rua asfaltada, por isso, ficamos ainda mais preocupados, porque se já está asfaltada (no cadastro) a gente não tem esperança de estar na lista (de obras) — diz Ana.

Moradores fizeram até um abaixo-assinado pedindo providências
Moradores fizeram até um abaixo-assinado pedindo providências
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Já o motorista Fernando Moreira Nascimento, 39, recebeu outra explicação de funcionários da prefeitura.

— Asfaltaram todas as outras ruas aqui perto e falaram que esta não ia ser asfaltada porque é estreita. Só que tem muitas ruas estreitas que já são pavimentadas, então isso não é desculpa – salienta.

Outro problema que passou a fazer parte da rotina dos moradores é o alagamento. Ana Claudia explica que o terreno baldio que fica no fim da via foi aterrado em 2018 e, desde então, a chuva não tem para onde escorrer e represa na servidão, causando alagamentos com água que chega até os joelhos.

— Antes a chuva escoava normal, a rua não tinha enchente. Após a obra, mesmo com chuvas que não são muito graves, isso aqui vira um rio. Os moradores não conseguem chegar com o carro de tanta água — conta Ana Claudia.

Quando chove, vira barro. Quando o tempo está firme, há poeira
Quando chove, vira barro. Quando o tempo está firme, há poeira
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Na casa de Fernando, ele construiu uma barreira de concreto na porta para evitar que a água entre em casa.

Os moradores fizeram um abaixo-assinado com mais de 30 assinaturas pedindo providências da prefeitura com relação aos alagamentos e reivindicando a rede de esgoto e calçamento da rua. O documento foi entregue na Diretoria de Serviços e Manutenção da Secretaria de Infraestrutura. Lá, o frentista Adelino das Luzes Neto, 49, recebeu outra informação.

— Falaram que talvez em março o engenheiro responsável volte de férias e eles devem fazer alguma coisa. Mas vamos ficar em cima para ver se desta vez fazem a obra — comenta Adelino.

A SOLUÇÃO

A prefeitura de Florianópolis informou, por meio da assessoria de comunicação, que está ciente dos problemas referentes à drenagem da rua e que uma equipe técnica irá ao local para analisar a situação. No entanto, por enquanto não há projeto para pavimentação da servidão.

ONDE COBRAR

A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Florianópolis fica na Rua Tenente Silveira, 60, 4º andar. Telefone: (48) 3251-6341.

Também vale entrar no site da prefeitura e acessar a aba Ouvidoria para fazer elogios, sugestões, reclamações e pedidos.

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