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    Moradores reclamam de serviços em postos de saúde 

    Falta de acessibilidade, soro e médicos foram as queixas dos cidadãos 

    18/03/2019 - 06h00

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    Por Dayane Bazzo
    Postos dos bairros Saco Grande, Campeche e do Continente estão sem profissionais e materiais básicos
    Postos dos bairros Saco Grande, Campeche e do Continente estão sem profissionais e materiais básicos
    (Foto: )

    Moradores de Florianópolis procuraram a redação da Hora de SC relatando diversos problemas nas unidades de saúde da Capital. Denunciaram que os postos dos bairros Saco Grande, Campeche e do Continente estavam sem profissionais e materiais básicos como curativos e medicamentos. No Saco Grande também não há vaga de estacionamento exclusivo para cadeirantes e o elevador da unidade está quebrado.

    O mecânico aposentado Maurício dos Santos, de 33 anos, precisa ir até o posto do Saco Grande uma vez por mês para fazer curativos. Ele é cadeirante e o primeiro problema que enfrenta é a falta de estacionamento para deficientes físicos.

    – Como não tem vaga exclusiva para eu parar, tenho que dar um jeito, levar alguém junto ou deixar o carro no estacionamento no subsolo, porém, o elevador que leva para o primeiro andar está quebrado – reclama.

    Se isso não fosse o bastante, Maurício ainda precisa comprar os materiais que usa nos curativos, como chumaço específico para as feridas e fita adesiva. Por mês, ele gasta entre R$ 250 e R$ 300 com estes materiais porque estão em falta no posto de saúde há, pelo menos, seis meses.

    No caso de Angélica Rodrigues, 35, que também é paciente do mesmo posto, o problema é a falta de médico. Segundo ela, que está gravida de sete meses, o acompanhamento pré-natal foi feito por uma enfermeira desde dezembro de 2018 porque não há clínico geral para sua necessidade médica.

    – Esta situação está muito complicada, somos prejudicados porque não temos médico, se temos uma urgência precisa ir ao hospital ou UPA – diz.

    No posto Continente o problema é a falta de soro. Odílio Lucinete Osório, 74, precisou ir até a unidade na semana do Carnaval porque estava se sentindo mal. Depois de esperar um longo tempo para ser atendido, o médico informou que não havia soro, que estava em falta há 30 dias.

    – Isso é uma vergonha, não fui medicado porque não tinha soro, o médico escreveu na receita isso, falta de soro, uma vergonha para cidade – protesta.

    Sem atender o telefone

    Já no posto do Campeche, a cuidadora Rose Meire Arthur, 58, reclama da falta de atendente. Isso mesmo, ela ligou para a unidade de saúde, mas não foi atendida. Então precisou ir até o local para tirar uma dúvida.

    – Fui lá, porque eu liguei, mas ninguém me atendeu.

    Duas meninas estavam na recepção e falaram que não tinha gente pra atender ao telefone, ou seja, para ter uma informação tem que ir até lá. Cadê o serviço que o prefeito prometeu que ia ser tudo por telefone? – questiona.

    O que diz a prefeitura

    A Secretaria de Saúde de Florianópolis esclareceu, por meio da assessoria de comunicação, que não há falta de médico no posto do Saco Grande. Segundo a prefeitura, o município “segue protocolos internacionais que incluíram enfermeiros no atendimento aos pacientes. Geralmente, o enfermeiro faz o atendimento e encaminha ao médico caso houver necessidade”, diz a nota. Ainda, garante que não há falta de materiais para fazer curativo na unidade. O médico, inclusive, teria solicitado que seja dispensado um número maior de materiais para o paciente. “A equipe já está avisada e a quantidade será entregue conforme a orientação médica”, diz a administração.

    Em relação à vaga exclusiva para deficiente físico, a secretaria admitiu o erro e garante que vai implantar o espaço nas próximas semanas. Já sobre o elevador, segundo a prefeitura, ele está sem funcionar desde 25 de fevereiro por problema técnico. O órgão deve contratar uma empresa que fará a manutenção dos elevadores de toda a rede de saúde do município, porém, ainda não tem data para o reparo.

    No posto do Novo Continente, a secretaria afirma que a unidade possui estoque de soro de 500 ml para reidratação intravenosa e que vai averiguar porque foi passada ao paciente a informação contrária.

    Sobre o Campeche, o administração nega a falta de profissionais, “inclusive a coordenação da unidade elaborou escala de trabalho específica para atender as chamadas telefônicas”.

    Onde cobrar

    A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis fica na Avenida Professor Henrique da Silva Fontes, 6100, bairro Trindade. O telefone é (48) 3239-1500.

    Também vale entrar no site da prefeitura e acessar a aba Ouvidoria para fazer elogios, sugestões, reclamações e pedidos.

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