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Assassinato

Mulher e dois homens são presos por suspeita de execução de empresário em Joinville 

De acordo com a polícia, suspeitos de cometerem o crime eram pessoas próximas à vítima 

04/02/2020 - 14h55 - Atualizada em: 04/02/2020 - 17h44

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra o homem que foi morto, sergio kammholz
Sergio era proprietário de uma peixaria no bairro Aventureiro, em Joinville
(Foto: )

Três pessoas foram presas temporariamente por serem suspeitas de envolvimento na morte do empresário Sergio Kammholz, que tinha 39 anos quando foi assassinado na rodovia SC-418, em Pirabeiraba, em 26 de dezembro do ano passado. As prisões ocorreram por volta das 6h desta terça-feira (4), em Joinville, pela Polícia Civil. Cinco mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

O crime começou a ser investigado como latrocínio, mas agora é tratado como homicídio. O delegado Fábio Estuqui, da Central de Polícia, que assumiu o caso no fim do ano, informou que a investigação iniciou como um possível caso de roubo seguido de assassinato por causa da versão dada pela esposa de Sergio, Lilian Gomes Alexandre Kammholz, que era a única testemunha do crime.

O casal estava trafegando pela SC-418 (rua Dona Francisca) quando Lilian pediu para que ele estacionasse por um momento, porque ela estava sentindo câimbra nas pernas. Eles pararam em uma rua lateral e, neste momento, foram abordados por dois homens em um carro.

— A princípio, ela [a esposa] seria também uma vítima do crime. Depois, a equipe que foi convocada para a investigação do caso conseguiu identificar dois autores. Como eles eram próximos à vítima e o bem que foi subtraído foi abandonado logo depois, desconfiamos que tratava-se de um homicídio — informou Estuqui.

Após o recesso de fim de ano, o inquérito foi transferido para a Divisão de Investigação Criminal (DIC). Segundo o delegado responsável pela divisão, Murilo Batalha, a investigação ainda está em andamento. No momento, há a hipótese de o crime ser motivado por um relacionamento extraconjugal.

— Essa hipótese ainda está sendo trabalhada. Um dos suspeitos chegou a confessar, narrando com riqueza de detalhes toda a dinâmica dos fatos. Estão presos por 30 dias e acredito que não conseguiremos concluir o inquérito neste período, então devemos pedir prorrogação por mais 30 dias — afirmou Batalha.

Questionado pela reportagem da NSC, o delegado não informou se a mulher presa nesta manhã era a esposa da vítima. Sérgio era proprietário de uma peixaria na zona Leste de Joinville. Ele foi morto a tiros que o atingiram no rosto, no tórax e no braço. Os homens que o executaram fugiram com a moto, mas ela foi abandonada menos de 12 horas depois no km 33 da BR-101, debaixo de um sofá amarelo.

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