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Minutos de silêncio

Mundo recorda o Holocausto

No dia em que judeus relembram o extermínio, relatório aponta que atos de violência antissemita aumentaram 30% em 2012

08/04/2013 - 11h51 - Atualizada em: 08/04/2013 - 13h08

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Por Redação NSC
Veteranos prestaram homenagens em Israels às vítimas
Veteranos prestaram homenagens em Israels às vítimas
(Foto: )

No Dia de Recordação do Holocausto, os israelenses pararam durante dois minutos para relembrar os seis milhões de judeus mortos pelo regime nazista. Todas as emissoras de rádio e televisão do país transmitiam desde domingo programas e documentários sobre o genocídio cometido pelos nazistas.

Este ano, as cerimônias lembrarão em particular os combatentes do Gueto de Varsóvia. Há 70 anos, os judeus do Gueto de Varsóvia organizaram uma revolta contra os nazistas.

Na Polônia, cerca de 11 mil pessoas, a maioria jovens judeus, participaram nesta nesta segunda-feira na 22ª Marcha dos Vivos no local que abrigou o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, em homenagem aos seis milhões de judeus exterminados pelos alemães durante a II Guerra Mundial.

A longa fila era encabeçada por uma delegação do exército israelense, liderada pelo comandante do Estado-Maior, Benny Gantz, e o presidente do Congresso Judaico Mundial, Ron Lauder.

Quase 500 sobreviventes também participaram na marcha.

Como todos os anos, os caminhantes passaram ao som do shofar, um instrumento de sopro, pela entrada do campo de concentração, que tem a tristemente célebre frase "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta). O campo, símbolo do Holocausto, foi instalado pela Alemanha nazista no sul da Polônia em 1940.

Eles caminharam de Auschwitz, a parte mais antiga do campo, até Birkenau, o principal local de extermínio dos judeus, uma distância de três quilômetros.

Entre 1940 e 1945, 1,1 milhão de homens, mulheres e crianças, em sua maioria judeus de diferentes países da Europa ocupados pela Alemanha, morreram no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Também morreram 85 mil poloneses não judeus, 20 mil ciganos, 15 mil soviéticos e 12 mil pessoas de diferentes países.

Relatório aponta aumento de 30%

em atos antissemitas no mundo em 2012

Os atos de violência e vandalismo antissemita aumentaram 30% no mundo, principalmente na França, durante o ano passado, segundo relatório anual publicado neste domingo pela Universidade de Tel Aviv.

"No ano passado foi registrado um aumento considerável do nível de violência e atos de vandalismo contra judeus", destacou o documento, que indica 686 atos deste tipo em todo o mundo contra os 526 de 2011, isto é, uma alta de 30%.

A França foi o país onde ocorreu o maior número de incidentes antissemitas (200), seguido de Estados Unidos (99), Grã-Bretanha (84) e Canadá (74), acrescentou este relatório, divulgado pouco antes do começo das cerimônias anuais em memória das vítimas do Holocausto, na noite deste domingo, em Israel.

O relatório considera que o aumento dos atos antissemitas na França está, em parte, relacionado ao assassinato de três meninos judeus e de um professor em março de 2012 em frente a um colégio judaico em Toulouse por Mohamed Merah, jovem francês de origem argelina que morreu depois durante uma operação da polícia.

"Esse atentado provocou uma onda de violentos incidentes contra alvos judeus, principalmente na França", prosseguiu o informe.

No documento também se faz referência à ascensão de grupos de extrema direita que aproveitaram as dificuldades econômicas na Europa para fazer avançar seu programa "claramente antissemita".

"Na Hungria, na Grécia, assim como na Ucrânia, representantes desses partidos incitaram com veemência contra as comunidades judaicas locais em seus parlamentos", lamentou o relatório.

Por outro lado, a filial israelense do Centro Simon Wiesenthal também criticou a Austrália e outros países por não terem agido com o vigor suficiente para levar perante a justiça os criminosos de guerra nazistas e seus colaboradores.

Os Estados Unidos obtiveram a melhor classificação nesta campanha, seguidos de Canadá, Alemanha, Hungria, Itália e Sérvia.

No fim da lista, Austrália, Áustria, Estônia, Letônia, Lituânia, Ucrânia, Noruega, Suécia e Síria registraram as piores classificações, segundo o Centro Simon Wiesenthal, que leva o nome de um famoso caçador de nazistas.

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