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Municípios catarinenses tentam reverter perda de 400 vagas no Mais Médicos

"Santa Catarina será punida por fazer o dever de casa", reclama presidente da Fecam

20/05/2019 - 08h16 - Atualizada em: 20/05/2019 - 08h22

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Por Redação CBN Diário

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) se mobiliza para evitar a perda de 400 vagas do Mais Médicos no Estado. O presidente da entidade, Joares Ponticelli, afirma que o os novos critérios do programa do Governo Federal vão punir Santa Catarina por ter feito seu dever de casa:

— Se esse edital não for modificado, de todos os Estados, Santa Catarina será o que mais vai perder. Vai ser punido por ter feito sua parte, por ter feito um esforço para melhorar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) – afirmou Ponticelli, em entrevista à CBN Diário.

O novo edital do programa prioriza a contratação de médicos para regiões ribeirinhas, quilombolas, indígenas e com IDH baixo.

— Com isso, teremos apenas seis municípios beneficiados em Santa Catarina — afirma o presidente da Fecam.

Esses municípios aptos a receber médicos pelos novos critérios são Água Doce, Campo Erê, Lebon Régis, Vitor Meireles, Major Vieira e Presidente Nereu. Segundo Ponticelli, são mais de 400 médicos no Estado com contratos em andamento, mas que não tem a certeza de que continuarão no Programa. Além disso, 86 municípios catarinenses estão com 135 vagas desocupadas.

— Sem o Programa, o impacto é de mais de R$ 120 milhões de custos que os municípios não tem como assumir.

A Fecam propõe uma prorrogação dos atuais contratos até que se revisem os critérios.

Ouça a entrevista do presidente da Fecam, Joares Ponticelli:

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