Nesta quarta-feira, o Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville reabre após quase uma semana fechado para limpeza. Com as chuvas que causaram o alagamento de alguns pontos da cidade em 22 de outubro, o prédio localizado na esquina da rua Dona Francisca com a avenida Dr. Albano Schulz foi afetado – ainda que os danos tenham sido insignificantes em relação às outras vezes em que o museu sofreu com enchentes desde sua inauguração, em 1972.

Continua depois da publicidade

Para que este tipo de problema não continue colocando em risco o acervo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional solicitou uma série de ações, que estão agora em fase de planejamento.

– Na quinta-feira, o que entrou foi uma lâmina de água, então o acervo não foi atingido. A reserva técnica está a pelo menos 80 centímetros do chão e as prateleiras da exposição permanente, a alturas maiores do que esta – informa a gerente de patrimônio cultural da Fundação Cultural de Joinvile, Anne Soto.

Segundo ela, os dias em que o museu ficou fechado serviram para os trabalhos de limpeza e desinfecção do ambiente. No último alagamento, por exemplo, as marcas nas paredes indicavam que a água havia subido 55 centímetros.

Continua depois da publicidade

Artefatos líticos foram atingidos, documentos molharam e peças de exposição itinerante, de comunicação e parte do kit didático foram perdidos. O Museu de Sambaqui foi interditado e passou quatro meses (de março a junho) sem abrir para atendimento.

Confira as últimas notícias de Joinville e região

A recomendação do Iphan era que o museu mudasse imediatamente suas atividades e seu acervo para outra estrutura, condição que foi negociada pela Fundação Cultural desde que fossem providenciados um estudo de drenagem e um projeto de construção de novo prédio para acondicionar a reserva técnica. Hoje, por segurança, pelo menos 150 caixas com parte dos 40 mil itens do acervo do museu estão em uma sala do Centreventos Cau Hansen

– O projeto está em fase final, produzido junto ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuj). Na agenda de ações combinada com o Iphan, temos até o fim do ano para ter um projeto arquitetônico e começar a buscar recursos – afirma Anne.

Continua depois da publicidade

O orçamento para a construção do prédio, que será um anexo do museu com piso mais elevado, deve ser concluído em novembro. Enquanto isso, a estrutura do prédio já está sendo levemente modificada para atender a outra questão: a falta de ventilação do local, considerado insalubre pela Vigilância Sanitária de Joinville e que, por este motivo, foi interditado em fevereiro de 2012.

A partir de um termo de ajustamento de conduta firmado entre a Águas de Joinville e o Iphan, a companhia aplicou R$ 25 mil na abertura de janelas e nichos. Serão seis aberturas nas áreas administrativas e educativas do antigo prédio.

Destaques do NSC Total