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Cultura

Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, será municipalizado

A gestão do local era compartilhada entre Governo do Estado, FCC, Iphan e Associação de Amigos do Museu

01/09/2016 - 16h55

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Por Redação NSC
Aberto em 1993, museu está instalado em um imóvel tombado e apresenta problemas em sua estrutura
Aberto em 1993, museu está instalado em um imóvel tombado e apresenta problemas em sua estrutura
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Nesta quinta-feira, o governador Raimundo Colombo tomou a decisão de municipalizar o Museu do Mar, em São Francisco do Sul. A medida atende a pedidos do município e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Fundado no início da década de 1990, o museu reúne a história do patrimônio naval brasileiro. Atualmente, ele é administrado de forma compartilhada pelo Governo do Estado, pela Fundação Catarinense de Cultura, pela Associação de Amigos do Museu Nacional do Mar e pelo Iphan.

- A decisão de municipalizar está tomada, vamos agora trabalhar na parte burocrática que é o documento de transferência - disse Colombo.

O governador também informou que a receita da bilheteria será passada para o órgão que irá gerir o local. A reunião que definiu a mudança ocorreu nesta quinta-feira, no Centro Administrativo, e teve presença da secretária da ADR Joinville, Simone Schramm; do secretário de Estado de Turismo, Filipe Mello; do secretário da Casa Civil, Nelson Serpa; do navegador Amyr Klink; e do arquiteto do Iphan, Dalmo Vieira Filho.

Durante a elaboração do documento de transferência, serão descritas as atividades competentes a todos os órgãos. O objetivo é concluir o trâmite em até dois meses.

O acervo do Museu do Mar é composto, atualmente, por 81 embarcações em tamanho natural, 104 modelos navais, 102 peças de artesanato, cerca de 200 peças de modelismo e artesanato naval, três maquetes diorama, oito equipamentos e acervo documental e bibliográfico da Biblioteca Kelvin Duarte, formada por mais de dois mil volumes, incluindo obras raras, fotografias, desenhos, cartas náuticas, manuscritos, croquis e outros registros inéditos sobre o patrimônio naval brasileiro e do mundo.

Em 2010, o navegador Amyr Klink havia retirado do local sua embarcação mais famosa, o barco IAT, com o qual ele cruzou o Atlântico Sul em 1984 a remo. Ele alegou que as condições precárias do museu o levaram a tomar essa decisão.

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