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ESPECIAL DR. BLUMENAU 200 ANOS

Museu preserva a história de Dr. Blumenau na Alemanha

Espaço fica em Hasselfelde, terra natal do colonizador, na casa onde nasceu e cresceu Hermann Blumenau

02/09/2019 - 05h55 - Atualizada em: 02/09/2019 - 07h45

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Augusto
Por Augusto Ittner
Espaço fica na casa em que Hermann Blumenau nasceu, em Hasselfelde.
(Foto: )

Em um modesto prédio, a poucos metros da Igreja Luterana que é um dos símbolos de Hasselfelde, está uma mostra de quanto o legado de Hermann Blumenau é valorizado na terra onde nasceu. O simples assoalho de madeira e o ronco do piso na escada levam a cômodos que mais parecem um pequeno Vale do Itajaí dentro da Alemanha.

Lá está um museu dedicado ao fundador da terceira maior cidade de Santa Catarina. Fotos, documentos, jornais antigos, bandeiras. Para onde se olha estão memórias dos tempos em que a cidade era apenas uma pequena colônia às margens do Rio Itajaí-Açu. Tudo é cuidado com muito carinho por Jutta Blumenau-Niesel, bisneta e única herdeira viva de Dr. Blumenau.

O museu começou a ser construído depois que Jutta veio pela primeira vez ao Brasil, na década de 1980. Na época ela participou de uma cerimônia em homenagem ao bisavô e nem tinha a ideia da importância do sobrenome que carrega para o Sul do Brasil. Quando chegou a Blumenau, viu a dimensão da cidade – então com cerca de 160 mil habitantes – e percebeu o legado que o bisavô havia deixado em um lugar tão distante da Alemanha. Mas o que mais marcou a herdeira do fundador foi uma abordagem que teve na rua.

Jutta Blumenau-Niesel, bisneta de Hermann Blumenau.
Jutta Blumenau-Niesel, bisneta de Hermann Blumenau.
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– Na primeira visita que fiz a Blumenau, fui caminhando ao mausoléu para uma homenagem ao meu bisavô. Chegando lá, as pessoas me aplaudiram, me ovacionaram, só pelo fato de que eu estava naquele lugar. Fiquei surpresa. Depois disso fomos caminhar para conhecer a cidade de Blumenau, e uma senhora me parou na Rua XV de Novembro e perguntou: “posso tocar as suas mãos? Você é sangue do sangue do nosso fundador”. Isso me chocou. Foi algo inusitado. Dali em diante, o orgulho de ser bisneta dele só cresceu – relembra, emocionada, Jutta.

Memorial, escola e até nome de rua

Bem perto de onde fica a farmácia em que Hermann Blumenau trabalhou quando voltou a Hasselfelde fica a Blumenaustrasse, rua com o nome do ilustre cidadão de Hasselfelde. E não para por aí: a principal escola do município também leva o nome do homem que deixou os ares germânicos para colonizar terras tupiniquins.

A Grundschule Dr. H. Blumenau, inclusive, ensina em sala de aula sobre quem era o simples morador da região do Harz e que transformou o sobrenome em uma das mais importantes cidades do Sul do Brasil.

– É um trabalho desenvolvido com os alunos desde a educação infantil, com visita ao Hermann Blumenau Museum e o conhecimento de toda história. Eles veem fotos, objetos, os professores conversam com os alunos, fazem trabalhos, atividades, e aprendem sobre Dr. Blumenau desde o jardim de infância até o terceiro ano, quando começam a estudar a história local – explica Jutta Wenzel, coordenadora escolar em Hasselfelde.

Vale lembrar que na cidade de Blumenau, assim como ocorre na localidade onde nasceu Hermann, o estudo sobre o fundador ocorre no terceiro ano do ensino fundamental.

Sabine Kiefer (E), Sueli Petry (C) e Jutta Blumenau-Niesel (D) em frente ao memorial.
Sabine Kiefer (E), Sueli Petry (C) e Jutta Blumenau-Niesel (D) em frente ao memorial.
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Outra marca da herança deixada por Blumenau está no meio de uma praça. “Pioneiro da cultura alemã no exterior”, diz a placa colocada sob uma pedra com o rosto de Hermann. Por lá, recebe homenagens até hoje.

O prefeito de Hasselfelde, Ronald Fiebelkorn, diz que a vida de Hermann Blumenau está ligada à história do município, e que essa é a motivação para preservar o legado do colonizador.

– A nossa cidade é pequena, enquanto Blumenau cresceu. Isso nos faz ter muito orgulho de saber que alguém saiu daqui (Hasselfelde) para se tornar o fundador de um lugar que é muito maior do que o nosso. Tenho vontade de conhecer o Vale do Itajaí e até em estabelecer uma relação mais próxima com a prefeitura de Blumenau – sugere Fiebelkorn.

Acesse a página especial do Dr. Blumenau

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