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Especial do acesso

Na contramão da nova geração, Geninho se consagra pelo Avaí

Treinador comprova que a experiência faz toda a diferença na busca do sucesso

25/11/2018 - 05h10

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Por Redação NSC
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"Já me considero um Manezinho da Ilha". A frase de Geninho, paulista nascido em Ribeirão Preto, representa bem o carinho dele por Florianópolis. E isso se dá pelo trabalho realizado à frente do Avaí. Em 2014, ele levou o Leão à elite. Quatro temporadas depois, repetiu o feito e mostrou que a experiência ainda faz a diferença no futebol.

Aos 70 anos, completados em maio, Geninho é o treinador mais velho entre os 40 profissionais nas duas principais divisões do Brasil. Poucos meses o separam de Luiz Felipe Scolari que está prestes de conquistar o título da Série A pelo Palmeiras. Na contramão do mercado atual, que conta com jovens técnicos ganhando espaço.

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A identificação de Geninho com o Avaí foi um dos pontos cruciais para o retorno à Ressacada. Foi contratado para a vaga de Claudinei Oliveira, um dos mais longevos trabalhos do futebol nacional naquele momento. O Leão acabará de ser eliminado na Copa do Brasil e, assim, a única maneira de salvar a temporada era recuperando a confiança.

Geninho, campeão brasileiro com o Atlético-PR em 2001, era o nome certo para o momento certo. No Avaí, teve jogadores experientes e que na maior parte estiveram no acesso de dois anos antes, em 2016. O primeiro ato do treinador foi alterar o estilo de jogo, saindo do reativo para o 3-5-2, esquema consierado ultrapassado por muitos.

GENINHO,

Sob o comando dele, o Leão decolou na Série B e o que era imaginável após a campanha péssima no Catarinense passou a ser viável. A confiança foi recuperada com vitórias importantes. O 3 a 1 em cima do Paysandu, na Ressacada, colocou o time pela primeira vez no G-4. Foram, ainda, outras 24 rodadas na zona, até confirmar o acesso.

A experiência de Geninho foi decisiva. Soube bem administrar o ego de Marquinhos, quando o ídolo disse estarem de "sacanagem" com ele ao deixar uma partida após atuar somente alguns minutos. O técnico chamou a responsabilidade das decisões. Expôs as limitações do Galego e o fez entender quanto era imprescindível para o elenco.

Os gritos de burro, como se ouviu em jogos que o time não venceu em casa, foram abafados. A festa com o acesso e o retorno à elite uma temporada após o rebaixamento, dão a certeza que Geninho, o "Manezinho da Ilha", tem um lugar cativo no coração de cada torcedor azurra pelo que fez – e deve continuar fazendo – pelo Avaí.

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