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Economia

Na contramão do país, turismo de SC criou empregos em 2017

Estado gerou 1.092 postos de trabalho enquanto o país fechou pouco mais de 12 mil

22/02/2018 - 13h09 - Atualizada em: 22/02/2018 - 16h59

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Por Redação NSC
(Foto: )

O ano de 2017 foi de recuperação para o turismo em Santa Catarina, diferentemente do que se viu em nível nacional. Um dos dados que reforçam isso é um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgado nesta quinta-feira, que mostra que o Estado criou 1.092 postos de trabalho formais no setor no ano passado, sendo que em 2016 havia fechado 803 postos. Foi a quinta unidade da federação que mais gerou vagas no segmento em 2017. São números sensíveis para SC, já que o turismo responde por quase 13% do PIB estadual, segundo a secretaria de Estado do Turismo. A liderança na geração de vagas, em 2017, ficou com São Paulo, que criou 7,4 mil empregos.

O resultado catarinense não chega a ser impressionante, mas é relevante diante do cenário nacional. Entre 2015 e 2017, a recessão fez com que fossem eliminados mais de 150 mil postos de trabalho formais nos diversos segmentos do turismo brasileiro. O saldo entre admissões e desligamentos revelou que o maior corte de vagas aconteceu em 2016 (-87,2 mil). No ano passado, as perdas foram menores, com fechamento de 12,7 mil postos, com o Rio de Janeiro na lanterna (-19,6 mil). Os segmentos que mais sustentaram empregos no turismo foram os de hospedagem e alimentação. Já o transporte foi o principal responsável pelo fechamento de vagas.

Segundo a confederação, apesar da gradativa recuperação econômica no país, o turismo ainda sofre consequências da perda da capacidade de consumo da população, principalmente em razão da redução de gastos com serviços de lazer e da queda da receita do turismo internacional.

Regionalmente, diz o estudo, o mercado de trabalho nos serviços de turismo foi bastante influenciado pela capacidade de recuperação econômica de cada Estado. Isso ajuda a explicar porque SC se saiu bem diante do quadro brasileiro, já que o Estado foi relativamente menos afetado pela crise e se recupera mais rapidamente.

Segundo o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, os bons números também estão relacionados a um esforço de todo o trade para a divulgação do Estado como destino. De acordo com Pavan, no ano passado foram feitas reuniões mensais com representantes de entidades do segmento para debater ações em prol do turismo catarinense.

— Nos conscientizamos ano passado, com o trade turístico, com o Conselho de Turismo e todas as entidades, em fazer uma campanha maciça no Brasil e no Mercosul para divulgar SC. Nós estivemos em quase todos os eventos no Brasil e no Cone Sul, e a campanha “O Sul é o meu destino” fomentou ainda mais santa Catarina. Tivemos centenas de pessoas vendendo um único produto e deu resultado. – avalia Pavan.

Conforme o secretário, a campanha “O Sul é o meu destino” foi idealizada pela secretaria de Turismo de SC e abraçada pelos dois outros Estados da região. O governo federal investiu R$ 5 milhões na ação, diz a secretaria.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE neste mês, já havia mostrado que o turismo catarinense cresceu 6,7% em volume de serviços no último ano, terceiro melhor resultado do país. A receita nominal das atividades turísticas aumentou 15,6% em SC ante 2016. No país, houve alta de 4%.

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