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Adequação no currículo 

"Não é meio-termo, é alinhamento mesmo", diz Educação sobre banir diversidade das escolas

Manifestação do secretário da pasta atende determinação do governador Carlos Moisés (PSL), que disse que abordagem não será permitida nas escolas de SC

29/08/2019 - 11h41 - Atualizada em: 29/08/2019 - 12h29

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Felipe
Por Felipe Reis
Secretário da Educação Natalino Uggioni
(Foto: )

Os novos conteúdos escolares sem referência a temas ligados à identidade de gênero e diversidade sexual devem entrar em vigor a tempo do início do ano letivo de 2020 nas escolas catarinenses. A promessa é do secretário de Educação do Estado Natalino Uggioni, revelada durante entrevista ao Notícia na Manhã desta quinta-feira (29).

A manifestação do secretário vai ao encontro do que o governador Carlos Moisés afirmou em vídeo publicado nas redes sociais nessa quarta (28), quando disse que pediria a retirada de termos relacionados à identidade de gênero e diversidade do Currículo de Base da Educação Infantil e Fundamental do território estadual. Ainda que as expressões "identidade de gênero" e "diversidade sexual" tenham aparecido no Currículo Base da Educação Infantil e Fundamental do governo federal e em apenas um capítulo, o secretário disse que a expressão correta a ser utilizada seria "conhecimento do corpo humano".

— A nossa ideia é garantir que não exista nenhum conteúdo de ideologia de gênero nas escolas — afirmou Uggioni.

Durante a entrevista, o secretário também disse que o currículo catarinense foi construído com o apoio de 550 representantes de entidades estaduais e federais, especialistas e foi aprovado pelo Conselho Estadual de Educação.

— Nós estamos abertos a todas as sugestões que contribuam para temos uma educação de qualidade em Santa Catarina — declarou o secretário de Educação.

Ouça a entrevista com o secretário Natalino Uggioni durante o Notícia na Manhã:

Apoio em Brasília

A fala do secretário foi corroborada pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, que veio a Florianópolis nesta quinta. Ela participou de um seminário na Assembleia Legislativa.

— Ideologia de gênero é violência contra a criança. Não é diversidade sexual, não são os homossexuais, as lésbicas e os travestis. É além disso. Escolheram o Brasil como laboratório dessa teoria mas estamos mandando um recado que acabou a brincadeira, nossas crianças não são cobaias — disse.

Entenda o caso

Na sessão desta quarta-feira da Alesc, deputados estaduais criticaram a inclusão de termos como identidade de gênero e diversidade no currículo de base da educação infantil e fundamental do território catarinense, documento que serve como uma espécie de base curricular comum para unidades de ensino de SC.

Em seguida, a Secretaria de Educação chegou a divulgar nota sobre o contexto em que as palavras estavam inseridas, ligadas a habilidades e conhecimentos relacionados ao corpo humano, para alunos do 8º ano do ensino fundamental.

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