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    “Não podemos transformar o jogo político num jogo de culpar o outro”, diz Amin sobre pressões ao Congresso 

    Senador amenizou as convocações de manifestação contra o Congresso, mas disse que o governo federal precisa “fazer uma autocrítica” 

    28/02/2020 - 10h56 - Atualizada em: 28/02/2020 - 11h05

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Senador Esperidião Amin em evento da Fiesc
    Senador Esperidião Amin em evento da Fiesc
    (Foto: )

    As recentes pressões do governo federal ao Congresso, aquecidas após vídeos que o próprio presidente Jair Bolsonaro teria enviado a aliados sobre manifestações marcadas para o próximo dia 15, devem servir de motivo para “autocrítica” dos poderes, na visão do senador catarinense Esperidião Amin (PP).

    A fala ocorreu em entrevista no evento da Federação das Industrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) em Florianópolis, nesta sexta-feira (28), que contou com palestra do vice-presidente Hamilton Mourão. Amin amenizou o clima de tensão entre os poderes e disse que “menos cobrança e um pouco de autocrítica farão bem ao país”.

    — Eu acho que essa tensão pode existir, ela não deve ser ampliada, não deve ser colocado fermento nela para ampliar as nossas dificuldades. Elas têm que ser levadas às suas devidas proporções. Até numa manifestação mais pesada e radical a gente reconhece o que ela tem de bom. Reclamar, por exemplo, de decisões do Supremo Tribunal Federal, não é pecado nem afronta. Eu mesmo já reclamei – disse Amin.

    Mesmo com ameaças de processos de impeachment contra o presidente por causa dos vídeos compartilhados, o senador não acredita que o momento deve alterar o andamento de discussões na Câmara e no Senado na semana que vem, quando os parlamentares voltam do recesso de Carnaval. No entanto, o ex-governador de SC destacou que quer trabalhar “pela harmonia entre os poderes”.

    — Acho que nós no Congresso também temos decisões a tomar. Por exemplo, a retenção da Câmara dos Deputados da votação da PEC do foro privilegiado, é um despautério. A maioria da Casa quer votar pra você poder dizer “eu sou contra”, “eu sou a favor”. Essas omissões nos preocupam. A gente tem que fazer a autocrítica e o executivo também a dele. Qual a posição do governo federal sobre a reforma tributária? Quando vai encaminhar a reforma administrativa? Não podemos transformar o jogo político num jogo de culpar o outro – completou o senador.

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