O navio graneleiro Aeolian Grace (bandeira do Chipre), que encalhou na madrugada da última quarta-feira (4) na laje de pedra do Porto de São Francisco do Sul, continua no local estabilizado na posição por dois rebocadores. Segundo a unidade portuária, ainda não há previsão para a retirada da embarcação.

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Segundo a Capitania dos Portos de Santa Catarina, a ideia inicial era de realizar a manobra de desencalhe com a puxada do navio por rebocadores. No entanto, a hipótese foi descartada por causa do risco de estragar o tanque de óleo, podendo provocar poluição hídrica.

Diante disso, o salvamento deverá ocorrer por uma empresa especializada que deverá ser contratada pelo armador do navio. Nesta quinta-feira (5), um grupo formado por técnicos especializados elabora um plano de resgate do navio, conforme determina a legislação estabelecida pela Marinha do Brasil. Apenas após a conclusão desses estudos será possível prever o prazo para a retirada do navio.

A Marinha do Brasil determinou, por segurança, que um prático permaneça a bordo do navio. Segundo a Capitania dos Portos, não houve nenhuma poluição hídrica por causa do encalhe. A embarcação havia acabado de ser carregada com 65.804 toneladas de soja no Porto de São Francisco do Sul e encalhou quando estava realizando uma manobra de desatracação, a cerca de 500 metros do porto.

Manobras precisam ser avaliadas e autorizadas

Devido ao fato do navio ter encalhado fora do canal de acesso ao Porto de São Francisco do Sul, até o momento não houve o fechamento oficial da unidade. No entanto, qualquer manobra deverá ser avaliada pela praticagem e autorizada pela Capitania dos Portos.

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Segundo a administração portuária, por volta das 13h45 desta quinta-feira, um iniciou a manobra para descarregamento de aproximadamente 5 mil toneladas de óleo vegetal. Foi o primeiro navio a realizar esse processo desde o encalhe do navio.

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