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No Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, conheça a Paula, liderança das Construtechs em SC

Paula Lunardelli é empreendedora, CEO de uma empresa de tecnologia para construção civil e diretora da Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia 

19/11/2019 - 07h18

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Por Tech SC
Paula Lunardelli
Paula Lunardelli
(Foto: )

Não é de hoje que as engenharias são vistas como profissões não tradicionais para as mulheres, mas cada vez mais temos lideranças femininas na área. De acordo com o Censo da Educação Superior divulgado em 2010, Engenharia Civil não fazia parte da lista dos 20 cursos com maior ingresso de mulheres. Por outro lado, no Censo de 2017, o curso alcançou a 14ª posição, com 27,7% de presença feminina.

Paula Lunardelli é uma das mulheres que estão à frente da inovação em um mercado majoritariamente masculino. Engenheira civil e empreendedora, Lunardelli é CEO e cofundadora da startup Prevision - desenvolvedora de software para gestão eficiente de obras - e assumiu no início do ano a direção da Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que tem o propósito de conectar a cadeia tradicional da construção civil e imobiliária à empresas de tecnologia que desenvolvem soluções para o mercado.

Em 2017, nasceu a startup, com inicialmente três sócios que compartilhavam o propósito de transformar a construção através da inovação. Paula; Yan Bedin, diretor de Operações; e Thiago Senhorinha, diretor de Tecnologia; contam hoje com um time de 19 pessoas, mas a trajetória não foi linear: enfrentaram sua primeira crise um ano após a o lançamento da empresa.

Ao longo de 2018, a empresa seguia apenas com os recursos dos sócios. “Estávamos com 27 clientes, mas mesmo assim precisei vender meu apartamento. Fomos dessa forma até o final do ano, achei que não daria mais pé”, conta a empreendedora. O primeiro salário razoável que recebeu foi em fevereiro deste ano. Ganhando um terço do que ganhava no mercado, ela acredita que o desafio é contínuo.

Depois de viver grandes desafios em gestão de obras e perceber que um melhor planejamento era preciso para que a área tivesse sustentabilidade - economicamente, na visão social e ambiental - cresceu a plataforma. Além de apresentar de uma forma dinâmica o panorama atual e a previsão de término das obras, simula os impactos físicos e econômicos de cada empreendimento. De acordo com Paula, “tudo que se faz com antecedência e planejamento proporciona maior efetividade, evitando desperdícios e gerando retorno financeiro”.

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De 2017 a 2019, a startup passou pelo programa de incubação do MIDITEC, incubadora gerenciada pela Acate e apoiada pelo Sebrae/SC. No início do ano, também conquistou a participação em fórum da Rede de Investidores Anjo de Santa Catarina (RIA SC), mantida pela ACATE e a Anjos do Brasil. A apresentação rendeu posteriormente um aporte por um grupo de nove investidores – e um co-investimento de praticamente metade do valor inicial, nos próximos meses.

Para a cofundadora, trabalhar em uma empresa de tecnologia é uma oportunidade de gerar impacto em massa. Em agosto, a Prevision recebeu a notícia de ser uma das nove selecionadas pelo programa StartupSC, desenvolvido pelo Sebrae/SC, para participar de uma missão ao Web Summit, em Lisboa.

Com uma solução aderente ao mercado internacional, Lunardelli conta que mesmo o foco ainda não sendo a internacionalização, a empresa entende que se encontra no momento de interação com o mercado de fora.

— O Brasil é muito grande e temos ainda muito a explorar aqui dentro. Mas a nossa solução não tem limites e, na verdade, tem atingido um bom nível para a integração com outras ferramentas que são referência aqui no país. Para dominar esse mercado é importante interagirmos além de com as próprias construtoras, com as soluções tecnológicas - conta Paula.

Quando questionada sobre como sua experiência como mulher no setor da tecnologia, vê o cenário de empreendedorismo cada vez mais aberto e desenvolvido. “Por enquanto tem poucas mulheres em posições parecidas para trocas, mas tenho encontrado cada vez mais. Não penso em diferenças como forma de segregar”, afirma a diretora da Vertical. Os desafios tornam a empreendedora uma nova referência feminina em setores tradicionalmente ocupados por homens. Impactando além da construção civil, a tecnologia.

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