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Estiagem

No Oeste de SC, 4,5 mil pessoas estão recebendo auxílio no abastecimento de água potável

São mais de 1 mil propriedades dependendo do transporte de água que é feito por prefeituras e bombeiros

18/09/2019 - 17h54 - Atualizada em: 18/09/2019 - 18h10

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Darci
Por Darci Debona
Falta de água atinge mais de mil propriedades
Rios da região Oeste estão secando, como este, localizado em São Domingos
(Foto: )

A chuva ocorrida entre a noite de terça e a manhã de quarta-feira (18) foi insuficiente para amenizar a situação da estiagem na região Oeste de Santa Catarina, onde 4,5 mil pessoas já estão recebendo água para consumo humano das prefeituras ou bombeiros, segundo levantamento da Defesa Civil.

Em Concórdia, a Embrapa registrou apenas dois milímetros de chuva. Em Chapecó, a situação foi a mesma, segundo o chefe da agência local da Casan, Bruno Comunello Eleotero. O volume não foi suficiente para aliviar a situação da barragem do Engenho Braun, que abastece a cidade.

— Foi pouca chuva, dois milímetros, não alterou em nada o nível — destacou.

A situação do abastecimento em Chapecó é considerada crítica pela Casan, pois há risco de racionamento. Em Maravilha, já iniciou um rodízio.

Nove municípios já decretaram situação de emergência: Santa Terezinha do Progresso, São João do Oeste, Palma Sola, Planalto Alegre, Irati, São Lourenço do Oeste, Ouro Verde, Faxinal dos Guedes e Bom Jesus.

Outros municípios devem avaliar a situação nos próximos dias, como por exemplo Novo Horizonte.

Prejuízo estimado na agricultura chega a R$ 1,8 milhão

De acordo com dados da Defesa Civil, diariamente são transportados 336 mil litros de água para consumo humano e mais de um milhão de litros para consumo animal, em 1.084 propriedades da região. Para a indústria são mais de 15 milhões de litros. A BRF de Concórdia está com 35 caminhões levando água do lago de Itá para sua indústria. O prejuízo já é estimado em R$ 1,8 milhão, em perdas da agricultura.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil da região de Xanxerê, Luciano Peri, desde 29 de julho foi intensificado o monitoramento da estiagem, com ações de orientação para o consumo consciente e preparação dos municípios para o enfrentamento do problema. Agora também iniciam as avaliações e homologações dos decretos de situação de emergência.

Peri afirmou que, no momento, a maior dificuldade de abastecimento é no interior, pois as cidades estão abastecidas.

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