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    Pandemia

    Novas medidas na Europa contra Covid-19, que supera 1,2 milhão de mortes no mundo

    Em todo planeta, o balanço supera 46,5 milhões de contagiados desde o surgimento do vírus no fim de 2019

    02/11/2020 - 16h43 - Atualizada em: 02/11/2020 - 16h47

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    Por AFP
    Pedestres utilizando máscaras em Paris
    Europa é a segunda região mais afetada, atrás apenas da America Latina e Caribe
    (Foto: )

    Afetados em cheio pela segunda onda da pandemia de coronavírus, que pode não ser última, os países europeus reforçam as restrições, em especial Alemanha e Bélgica nesta segunda-feira, o que provoca a irritação de muitos habitantes, ante um vírus que já provocou mais de 1,2 milhão de mortes no mundo.

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    Em todo planeta, o balanço supera 46,5 milhões de contagiados desde o surgimento do vírus no fim de 2019 na China, com pelo menos 1.201.450 vítimas fatais, segundo um balanço atualizado nesta segunda-feira pela AFP.

    América Latina e Caribe permanecem como a região mais afetada, com mais 403.000 mortes, seguida por Europa (280.109), Estados Unidos/Canadá (241.175) e Ásia (171.423).

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    A segunda onda no Velho Continente pode não ser a última, advertiu o Conselho Científico que guia o governo francês na gestão da pandemia.

    "Podemos ter várias ondas sucessivas durante o fim do inverno e na próxima primavera de 2021 (hemisfério norte), em função clima e do nível e eficácia das estratégias de teste, rastreamento e isolamento dos casos positivos", afirmou o Conselho.

    Os especialistas franceses projetam uma saída da segunda onda no fim do ano ou início de 2021, com um retorno da circulação do vírus a um "nível muito controlado" (5.000 a 8.000 novos casos por dia no máximo).

    Para controlar o avanço do vírus, os países europeus começaram a reinstaurar medidas, como a Alemanha, que ordenou uma série de fechamentos a partir desta segunda-feira e até o fim do mês.

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    Os alemães não permanecerão confinados em suas casas, mas bares, cafés e restaurantes devem fechar as portas por quatro semanas, assim como teatros, óperas e cinemas, o que foi muito criticado pelo mundo da cultura.

    A chanceler Angela Merkel pediu aos alemães que cumpram as novas restrições para ajudar na luta contra o agravamento da pandemia.

    "Dependemos da cooperação, da aceitação e da compreensão de nossos cidadãos para poder executá-las", disse Merkel.

    "Está nas mãos de cada um que este mês de novembro seja um sucesso comum, uma mudança", completou.

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    A Alemanha registrou nos últimos dias um recorde de novos contágios de coronavírus. Nesta segunda-feira, o país contabilizou 12.097 casos, o que eleva total a 545.027 desde o início da pandemia, com 10.530 mortes.

    Colégios, creches e alguns estabelecimentos comerciais escaparam até o momento do que alguns meios de comunicação chamaram de "confinamento light".

    Confinamento mais severo

    Portugal, que aplicará um novo confinamento em 70% do país a partir de quarta-feira, anunciou nesta segunda-feira que vai declarar estado de emergência sanitária para conseguir aplicar medidas mais restritivas.

    Na Bélgica, país onde o vírus circula de maneira mais rápida no mundo, o governo decidiu um "confinamento mais severo" durante seis semanas. Todos os estabelecimentos comerciais não essenciais permanecerão fechados a partir desta segunda-feira e o teletrabalho volta a ser a norma. O primeiro-ministro Alexander De Croo anunciou que apenas uma pessoa poderá ser convidada para a residência.

    Em Bruxelas, como na França e em outras partes da Europa, a mudança é justificada pela situação "crítica" nos hospitais.

    A Itália, primeiro país do continente a impor um confinamento durante a primeira onda, também se prepara para anunciar novas restrições.

    As autoridades do cantão suíço de Genebra decretaram o fechamento de bares, restaurantes e comércios não essenciais diante do "severo agravamento da situação". A Áustria entrará em confinamento na terça-feira e prosseguirá com a medida até o fim de novembro.

    No Reino Unido, país com o maior número de mortos na Europa (46.555), o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou o retorno do confinamento a partir da próxima quinta-feira e até 2 de dezembro.

    "Armageddon financeiro"

    O retorno dos confinamentos aumenta a frustração e o cansaço ao redor do planeta, o que gera distúrbios, sobretudo na Europa.

    O temor de falência de muitas empresas é cada vez maior, afirmou Michael Kill, diretor da associação de bares e restaurantes do Reino Unido, que citou um 'armageddon financeiro'.

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    No domingo, pela terceira noite consecutiva foram registrados incidentes violentos - com saques, vandalismo e confrontos com a polícia - em várias cidades da Espanha, durante manifestações contra as restrições, em especial o toque de recolher noturno e o fechamento do perímetro decretado por quase todas as regiões espanholas.

    "Causam um prejuízo muito grave em um momento em que estamos com tanto em jogo, basicamente a saúde das pessoas", lamentou o prefeito de León (norte).

    Incidentes similares foram registrados no fim de semana em várias cidades italianas, assim como em Praga, a capital da República Tcheca.

    Missa em Lima

    Enquanto a Europa se fecha cada vez mais, do outro lado do Atlântico, vários países da América Latina começaram a flexibilizar medidas, com a esperança de reativar a economia.

    A cidade inca de Machu Picchu, joia turística do Peru, reabriu no domingo com a paulatina redução dos contágios no país, que tem a maior taxa de mortalidade no mundo (105 óbitos para cada 100.000 habitantes).

    Na capital Lima foi celebrada no domingo uma missa ao ar livre, com velas e sem público, na Praça de Armas para recordar os mais de 34.000 mortos pela pandemia no país.

    Com 614 mortes registradas nas últimas 24 horas, segundo o balanço da AFP, a situação nos Estados Unidos continua grave e gera alarmes apenas um dia antes da eleição presidencial. O país é o mais afetado do mundo, com 231.003 mortos e 9,2 milhões de casos.

    O coronavírus não poupa ninguém, incluindo o príncipe William da Inglaterra, de 38 anos, que segundo o jornal The Sun contraiu covid-19 em abril, mas não anunciou a doença porque "não queria provocar preocupações".

    O diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou no domingo que entrou em quarentena depois de ter contato com uma pessoa que testou positivo para covid-19.

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