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HABITAÇÃO 

Novo financiamento da Caixa leva mais otimismo a setor imobiliário de Florianópolis 

Contratos com juros a partir de 2,95% e correção pela inflação são vistos como forma de retomar confiança do setor afetado em período de crise

05/09/2019 - 21h41

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Por Jean Laurindo
Contrato lançado há duas semanas pela Caixa tem correção pela inflação, mas juros reduzidos
Contrato lançado há duas semanas pela Caixa tem correção pela inflação, mas juros reduzidos
(Foto: )

O novo tipo de financiamento imobiliário anunciado há duas semanas pela Caixa Econômica Federal, com juros menores e correção pela inflação, trouxe um clima de mais otimismo para o setor habitacional de Florianópolis.

O presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi-SC) de Florianópolis e Tubarão, Fernando Willrich, afirma que a novidade foi bem vista pelo mercado e deve ajudar a retomar um pouco da confiança do setor.

Ele acredita que outros bancos também possam acompanhar o movimento e oferecer linhas com juros menores e revisão pela inflação. Ainda assim, como a Caixa responde por mais de 70% dos financiamentos habitacionais do país, a nova linha oferecida pelo banco estatal é vista como uma medida importante para o setor.

– A gente acompanha a entrega dos imóveis pelas construtoras e tem visto de um, dois anos para cá um cenário meio ruim, empresas concluindo prédios com 30%, 40% não vendido até a entrega. Isso demonstra a recessão, a falta de confiança no mercado, o preço, que na nossa região não baixa. Essa nova política pode dar um novo fôlego – aponta.

Alternativa bem-vinda – em cenário de inflação controlada

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Florianópolis (Sinduscon), Helio Bairros, também avalia que o novo indexador de correção dos contratos é bem-vindo em um momento de inflação sob controle, mas alerta que a expectativa do mercado é de que a variação de preços continue dessa forma: baixa. E com juros também em patamares razoáveis.

– A tendência é de que o mercado tenha uma dinâmica bem melhor do que tem sido esses últimos cinco, seis anos – projeta.

Bairros afirma que a nova modalidade pode ajudar compras em todas as faixas, mas em especial nas destinadas a imóveis de até R$ 550 mil, onde o comprador costuma ter renda mais vinculada a emprego fixo ou atividade econômica própria.

O dirigente alerta que para os novos contratos oferecidos serem interessantes, é preciso que o país tenha inflação baixa, o que pode ser difícil de garantir em vínculos de longo prazo. Ainda assim, na comparação das taxas de juros praticadas, ele avalia que a redução pode ser expressiva.

Se por um lado pode ajudar a aquecer o setor da construção, que hoje emprega diretamente 6,2 mil pessoas em Florianópolis, por outro, o presidente esclarece que a melhora ainda estará distante dos áureos momentos o segmento atravessou antes da crise.

– Esses cinco, seis anos são irrecuperáveis. O mercado se transformou, não vai ser o mesmo de 2012, que foi um dos melhores para o setor. O mercado está mais compacto, o cliente está mais exigente, o crédito está mais escasso, o emprego também é um fator ainda ruim. Enquanto a economia não estiver em um nível melhor, a construção civil vai continuar patinando, enfrentando dificuldade para expandir. Acreditamos que podemos ter uma retomada vigorosa em breve, com medidas do governo federal como mais liberdade para empreender e segurança jurídica – defende o dirigente, que cobra mudanças favoráveis ao setor também em assuntos locais, como o Plano Diretor da Capital.

A Caixa Econômica Federal não divulgou números locais de adesão aos novos contratos corrigidos pela inflação, mas a modalidade já vem sendo comercializada no banco desde o dia 26. No site da Caixa é possível fazer simulações entre os dois tipos de financiamentos - os corrigidos pela TR e pelo IPCA.

Leia mais: Entenda como será o financiamento imobiliário da Caixa corrigido pela inflação

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