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Trânsito

Novo impasse deve atrasar elevado da avenida Santos Dumont em Joinville

Investimento de R$ 22 milhões depende da desapropriação de terreno onde há posto de gasolina

01/07/2015 - 03h02

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Por Redação NSC
Duplicação entrou no plano diretor municipal em 1973, mas ainda não saiu do papel
Duplicação entrou no plano diretor municipal em 1973, mas ainda não saiu do papel
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A construção do elevado da avenida Santos Dumont em Joinville terá de esperar um pouco mais para sair do papel. Isso porque a falta de consenso para a desapropriação de um terreno localizado no cruzamento da avenida com a rua Tuiuti, onde há um posto de combustível, impede a liberação da ordem de serviço, que deveria ter sido emitida na última segunda-feira.

Enquanto uma placa fixada em um terreno vazio, do outro lado da rua Tuiuti, pede o valor de R$ 1,5 milhão para quem quiser comprá-lo, a Prefeitura e o governo do Estado oferecem R$ 1 milhão para tirar o posto do local e fazer uma alça de acesso à avenida.

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Quando começou a se falar na duplicação e na construção de um elevado na esquina, o posto estava sendo vendido por cerca de R$ 6 milhões. O negócio, entretanto, não avançou por causa das especulações sobre a desapropriação.

O clima ficou mais acirrado quando foi colocada no local uma placa com o preço da obra e o prazo para o término. Mas tudo piorou quando os proprietários do posto e do terreno receberam um comunicado de que a área havia se tornado de "interesse público", um convite para que eles se retirassem do local de bom grado. Essa é a história comentada pela vizinhança para o poder público concluir a obra.

Os proprietários - dono do posto e o do terreno - preferem não comentar o assunto. Mas quem frequenta o estabelecimento, por trabalhar ou morar na região, conhece a história.

- Ninguém veio aqui negociar. Eles só receberam uma carta - afirma o cliente André Luiz Klein, antes de abastecer o veículo.

Segundo ele, quem passa pelo cruzamento que terá o viaduto, em geral segue pela rua Tuiuti em direção aos bairros Jardim Paraíso, Aventureiro e Iririú. Poucos motoristas, na avaliação dele, trafegam em direção ao aeroporto, trecho de menor movimento e onde as negociações para a duplicação estão mais adiantadas.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional de Joinville, Danilo Conti, 21 propriedades devem ser indenizadas para a duplicação da Santos Dumont nos trechos central e Norte, entre a rotatória situada próxima ao Garten Shopping e o aeroporto. O traçado do viaduto, diz Conti, passa por nove propriedades e a maioria delas perderá apenas parte do terreno.

Prefeitura propõe acordo

A Prefeitura de Joinville, que atua como facilitadora nas desapropriações dos terrenos, propõe o pagamento de subsídios que permitam o deslocamento da estrutura do posto de combustível dentro do mesmo terreno. Danilo Conti afirma que todas as negociações são feitas com os proprietários e a concordância deles para continuar a obra é a prova disso.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura informa que a obra do viaduto foi orçada em R$ 22 milhões e que o Estado investirá R$ 7 milhões nas indenizações. O secretário da pasta, João Carlos Ecker, ressalta que a mudança no projeto, transformando em binário o primeiro dos três trechos da duplicação, diminuiu os custos com as desapropriações.

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