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Agronegócio

Novo prazo para início da Rota do Milho é final de março

Trajeto do Paraguai até Santa Catarina vai diminuir pela metade a distância

27/02/2019 - 13h09 - Atualizada em: 27/02/2019 - 13h11

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Darci
Por Darci Debona
Rota do Milho está prevista para iniciar no final de março
Milho paraguaio vai passar pelo Porto 7 de Agosto, em Carlos Antônio Lopez e atravessa o rio Paraná de balsa até Porto Piraí, na Argentina
(Foto: )

O início da operação da Rota do Milho, que vai trazer cereal do Paraguai para abastecer Santa Catarina, que vem sendo esperada há cerca de um ano, tem um novo prazo: final de março.

A nova data foi definida durante o evento Mais Milho, realizado na terça-feira, em Campos Novos, com a presença da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, do secretário de Agricultura, Ricardo de Gouvêa, representantes do Bloco Regional de Intendentes, Prefeitos e Alcaldes do Mercosul .

- O evento foi importante pois ficou clara a urgência do início da rota e a expectativa é de que na primeira quinzena de março a balsa será deslocada até o porto de Carlos Antônio Lopez. Nesse período também serão tomadas ações alinhadas com o Governo do Estado e o Governo Federal para garantir o fluxo de caminhões – disse Flávio Berté coordenador adjunto do Núcleo de Faixa de Fronteira de Santa Catarina.

Berté destacou que os vários adiamentos do início da rota ocorreram por necessidades de licenças ambientais, obras nos portos de Carlos Antônio Lopez, no Paraguai, e Piraí, na Argentina. A balsa, que está e Porto Iguazu, na Argentina, precisou se ampliada de uma capacidade de sete para 13 caminhões. Ela fará a passagem pelo Rio Paraná, diminuindo a distância até Santa Catarina para 350 a 400 quilômetros.

Atualmente agroindústrias e cooperativas de Santa Catarina já compram milho no Paraguai, mas passam por Foz do Iguaçu, o que aumenta a distância para 700 a 800 quilômetros. Para buscar milho no Centro Oeste, a distância pode ir de 1,2 mil a até dois mil quilômetros de distância. O aumento do custo de frete no Brasil também agravou a situação.

As lideranças paraguaias presentes no evento informaram que podem atender o déficit de 3,6 milhões de toneladas de milho em Santa Catarina. Isso vai depender das negociações entre os produtores de lá com os consumidores catarinenses. Mas a diminuição da distância vai reduzir custos.

Berté informou que as estruturas nos portos do Paraguai e da Argentina estão sendo finalizadas. O que precisa é garantir um bom fluxo nas aduanas. O governo de Santa Catarina vai buscar um audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para apresentar uma proposta para agilizar o fluxo na alfândega de Dionísio Cerqueira, na fronteira com Bernardo de Irigoyen, na Argentina.

Há necessidade de contratação de funcionários mas, enquanto isso não ocorre, uma alternativa seria o governo do Estado ceder funcionários da Epagri e da Cidasc para auxiliar nas operações. Outra medida a ser sugerida é a fiscalização sanitária do milho ser feita no Paraguai, para que a carga venha lacrada para o Brasil e não fique parada na aduana. Berté disse que há um scanner em Dionísio Cerqueira que pode facilitar a fiscalização e passagem das cargas. Outra sugestão é que as cargas passem em horário alternativo, das 18h às 24h. A expectativa é de que o fluxo seja de quatro mil caminhões por mês.

Nesta quarta-feira Berté está em reuniões com o Fórum de Competitividade do Oeste e o Sebrae, para dar suporte nas medidas necessárias para a entrada em funcionamento a Rota do Milho. A oferta de milho para Santa Catarina é vista como um dos gargalos para novos investimentos e até para a manutenção das agroindústrias em Santa Catarina.

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