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Número de passageiros cai pelo quarto mês seguido no aeroporto de Joinville

Sequência de desaquecimento em embarques e desembarques interrompe o bom resultado de dezembro de 2015, quando muitos turistas visitaram o Estado no período de festas

26/05/2016 - 06h02 - Atualizada em: 26/05/2016 - 09h03

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Por Redação NSC
Saguão do aeroporto perto das 11 horas em Joinville
Saguão do aeroporto perto das 11 horas em Joinville
(Foto: )

Desde o início do ano, o movimento de passageiros no aeroporto de Joinville vem caindo na comparação com o mesmo período de 2015. Janeiro registrou queda de 6,41% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em fevereiro, a redução foi de 7,19%. Em março, a retração tornou-se mais acentuada, de 11,05% e, em abril, chegou a 11,58% de queda. Os dados são do site da Infraero.

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A sequência de desaquecimento em embarques e desembarques em 2016 interrompe a elevação no movimento de passageiros percebida no mês de dezembro, de 6,61% sobre o mesmo mês do ano anterior. Em dezembro de 2015, os dados favoráveis foram influenciados pela preferência pelo turismo nacional no período de festas.

A situação em Joinville, onde o ritmo das viagens em 2016 está mais lento, reflete o desaquecimento do mercado de transporte aéreo no Brasil. Dados divulgados nesta semana pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostram que a aviação doméstica no País recuou aos níveis de abril de 2012, com retração de 12,2% ante abril de 2015.

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) para Santa Catarina, Eduardo Loch, considera que, além da crise, outro fator contribui para queda na demanda em Joinville: a mudança de horários nos voos.

- Para participar de uma reunião no início da manhã em São Paulo, o passageiro tem que viajar na noite anterior, e se tiver compromisso no final da tarde, não consegue voltar para Joinville no mesmo dia. Isto faz com que alguns optem por outros aeroportos - explica.

Segundo Loch, as trocas de horários são formas de reduzir custos diante das dificuldades que as companhias aéreas enfrentam, principalmente por causa do dólar, já que grande parte das despesas são cotadas na moeda norte-americana. Ele estima que as companhias teriam que faturar três vezes mais para compensar o aumento das despesas em dólar. Loch afirma que há estudos para aumentar a receita de outras formas, como acabar com o fim da isenção para bagagens até 20 kg - cujo assunto diz estar na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Melhorias na estrutura

A boa notícia para o aeroporto de Joinville vem da área de serviços. Foi homologada, no dia 19 de maio, a licitação para exploração comercial de restaurante e duas cafeterias no local. Os contratos ainda serão assinados, mas a expectativa é de que as obras aconteçam em junho.

A empresa Federal Logística e Transporte Ltda. ganhou o direito de exploração comercial por 84 meses de um restaurante de 342,55 m² no piso superior, no valor global de R$ 478,5 mil.

A mesma empresa também venceu a disputa para explorar uma cafeteria na sala de embarque, com valor global de R$ 340,4 mil. A empresa Berns e Lara Panificadora vai explorar outra cafeteria, no piso térreo, no valor de R$ 348 mil.

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