Após ser atropelado e ter visto a esposa morrer, Gilberto Martini da Silva ainda sente dores no corpo e tenta entender como vai seguir a vida sem a mulher que amava. Ele e a esposa, Eliane da Silva, caminhavam na ciclofaixa da rua Gustavo Zimmermann, na Itoupava Central, quando foram atingidos por um Gol que perdeu o controle na via às 17h desta terça-feira. Segundo ele, o Gol estava vindo em direção ao Centro e o casal caminhava no sentido contrário quando foi atingido.

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Santa – O que você e Eliane faziam quando ocorreu o acidente?

Gilberto – Era intervalo do jogo do Brasil e estávamos indo ver o jogo na casa de um parente. A distância era de 100 metros entre uma casa e outra. Atravessamos a rua e caminhamos bem tranquilo e, de repente, vimos que um carro ultrapassou e se perdeu na curva.

Santa – Como foi este momento?

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Gilberto – Eu falei para Eliane: “coitado desse cara”. Na hora que eu terminei de falar ele bateu em uma tartaruga na pista e mudou o rumo e nos atingiu. Eu voei para trás e caí. O carro atingiu de frente a Eliane e ela foi arremessada por 20 metros. Na hora, eu consegui levantar um pouco a cabeça e chamei por ela três vezes e ela não respondeu mais.

Santa – Como foi depois?

Gilberto – Quando os bombeiros chegaram eu perguntei a eles como ela estava. Eles perguntavam como eu estava, mas falei para eles atenderem ela primeiro. Eu queria ver ela bem, não me importava com a minha situação.

Eliane da Silva era empresária na Itoupava Central e deixou duas filhas, uma de 19 e outra de 24 anos. O sepultamento dela ocorre nesta quarta-feira às 17h no Cemitério Jardim da Saudade, em Blumenau. Segundo ele, o Gol estava vindo em direção ao Centro e o casal caminhava no sentido contrário quando foi atingido.

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