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    “O custo do coronavírus não pode ser jogado só no setor privado”, diz presidente da Fiesc 

    Para Mário Cezar de Aguiar, o governo não está preocupado com os prejuízos do isolamento social.  

    26/03/2020 - 14h17 - Atualizada em: 26/03/2020 - 19h14

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    Por Juliana Gomes
    Construção civil deve ser fortemente impactada pela quarentena, diz Fiesc
    Construção civil deve ser fortemente impactada pela quarentena, diz Fiesc
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    Os prejuízos causados pelas medidas restritivas para evitar o coronavírus precisam ser divididos entre todos os setores da sociedade, defendeu o presidente da Federação da Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar nesta quinta-feira (26), em entrevista a Mário Motta, na CBN Diário. Para ele, o setor produtivo não pode ser penalizado e o poder público precisa ajudar a pagar a “conta” do período de inatividade do estado.

    “A indústria de Santa Catarina tem um peso fundamental no desempenho econômico do estado. Nós somos responsáveis por 34% dos empregos formais, somos o setor responsável pela melhor folha de pagamento de funcionários. Então, é um setor extremamente importante e todo ele vai ser impactado”, afirmou.

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    A inatividade de alguns setores foi adotada como medida de prevenção ao coronavírus após o estado decretar situação de emergência e permitir o funcionamento apenas de serviços essenciais, como hospitais, mercados, fornecimento de energia e água, entre outros.

    Flexibilidade

    Esse isolamento domiciliar é uma recomendação de autoridades sanitárias como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O presidente da Fiesc defende que o governo avalie a flexibilização das medidas restritivas, sem esquecer da saúde das pessoas. Ele teme que o setor privado fique com todo prejuízo da quarentena, sem uma contrapartida do governo.

    - Não estamos sentindo no setor público essa preocupação, esse custo gerado por essa inatividade do coronavírus tem que ser diluído por toda sociedade, não pode ser jogado só no setor privado. O poder público também tem que dar uma demonstração de solidariedade, tem que entender que essa conta tem que ser dividida por todos – enfatizou.

    Crise

    Na avaliação de Aguiar, as micro e pequenas empresas serão as mais prejudicadas, já que não têm reserva financeira. Este é o caso da construção civil, que para o presidente da Fiesc deveria ter sido incluída entre as atividades permitidas durante a crise do coronavírus.

    A suspensão temporária das atividades de vários segmentos pode causar prejuízos que agravarão ainda mais as perdas causadas pela crise econômica que atravessou o país nos últimos meses, na visão do presidente da Fiesc.

    - Agora, é o momento de se chegar a um equilíbrio, usando a inteligência, priorizando a saúde das pessoas. Nós temos que ter cuidado com esse remédio (o isolamento), se não está sendo muito forte porque o efeito colateral pode ser muito mais prejudicial do que a própria pandemia – alertou.

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