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Opinião

O espelho do respeito: o Inter teme o Criciúma por se ver no Criciúma

Colunista do jornal Zero Hora, Diogo Olivier comentou o lado gaúcho do duelo desta quinta

30/05/2013 - 06h17 - Atualizada em: 30/05/2013 - 06h20

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Por Redação NSC

No dia do segundo jogo do Criciúma na Série A do Brasileirão, o primeiro confronto do Sul no campeonato, o Diário Catarinense buscou no Rio Grande do Sul uma opinião qualificada sobre o Internacioal.

A visão do Colorado gaúcho sobre este duelo vem dos olhos do colunista do jornal Zero Hora Diogo Olivier, que você pode conhecer melhor visitando o blog No Ataque.

Confira a opinião de Diogo Olivier publicada na edição do dia 30/05 do DC:

O espelho do respeito

O Inter teme o Criciúma por se ver no Criciúma. Não do ponto de vista técnico ou financeiro. Com folha salarial oscilando em torno dos R$ 8 milhões e grifes como Juan, D'Alessandro e Forlán, nem poderia. Mas Dunga vê no Criciúma uma virtude que ele conseguiu entranhar no Inter: a solidariedade operária.

O Inter de Dunga, mesmo com estrelas, aperta o garrão na hora de marcar. Todos cumprem função defensiva, do porteiro ao presidente. Dunga acabou também com o risco de salto alto, tal a paranoia por manifestar respeito ao adversário. Virou bicho na beira do gramado durante o Gauchão, quando o time encaminhava o resultado contra equipes do Interior e afrouxava a marcação, como se tudo estivesse resolvido. Não teve vergonha nem de optar pelo contra-ataque, pragmaticamente. Assim foi campeão com melhor defesa, melhor ataque e goleador (Forlán).

Por isso, Dunga e os dirigentes passaram a semana se irritando quando ouviam na imprensa a tese de amplo favoritismo contra o Criciúma. Marcelo Medeiros, diretor de futebol, chegou a pedir para abordar o tema, na Rádio Gaúcha, durante um programa que nem esportivo era. Perguntaram-lhe sobre física quântica e ele falou sobre Criciúma, Criciúma e Criciúma. A vibração dos jogadores e do Heriberto Hulse lotado no 3 a 1 sobre o Bahia impressionaram o Inter. Que espera um time guerreiro, solidário e confiante. Por isso o calejado Juan tem repetido: "Todo o cuidado do mundo é pouco contra um adversário assim".

O Inter teme o Criciúma por se enxergar nele.

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