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Segurança

"O mais degradante foi ver as pessoas me olhando, mas sem ajudar" diz mulher agredida em Joinville

Agressão aconteceu na avenida Getúlio Vargas, na região Central, na terça-feira (14)

16/08/2018 - 11h07 - Atualizada em: 16/08/2018 - 14h48

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Por Redação NSC
(Foto: )

Muitos hematomas pelo rosto, corpo e olhos inchados foram as marcas que restaram na mulher de 55 anos após ser agredida por uma desconhecida, na avenida Getúlio Vargas, região Central da Joinville. O ataque aconteceu nesta terça-feira (14) e durou 59 segundos. A suspeita de agressão, que aparentava estar em surto, foi encaminhada à Central de Polícia (CP), depois ao Hospital Regional e liberada horas depois.

A vítima, que não quis se identificar, faz o trajeto habitualmente. Por volta das 14 horas de terça, saiu do trabalho para pegar o ônibus e ir para a casa. Ela conta que procura evitar algumas ruas pela incidência de assaltos e, por este motivo, prefere ir até a rua São Paulo por acreditar ser um caminho mais seguro. Naquele dia, a vítima disse estar tranquila porque não tinha nenhum compromisso ou pressa para chegar em casa. Já quando estava na avenida Getúlio Vargas, cruzou com uma mulher e com outras pessoas na calçada. Entre elas, a suposta agressora.

A suspeita retornou pela calçada, em direção a ela, e pulou nas suas costas, puxando-a pelos cabelos. A mulher agredida caiu no chão e, então, começaram uma sequência de socos, chutes e pontapés.

A vítima conta que implorou para que a mulher cessasse as agressões, mas a agressora balbuciava palavras de ameaça, dando a entender que as duas se conheciam. Ela também acredita que o caso não se trate de uma tentativa de assalto, já que usava relógio, brincos, pulseira e uma bolsa grande, porém, nada foi levado. A convicção é que a outra mulher a tenha confundido com alguém e, por isso, a atacado.

— Foi como se ela tivesse me confundido com outra pessoa, porque disse: "agora você vai ter que me pagar, faz tempo que eu estou te olhando, eu vou te matar". Aí eu comecei a pedir socorro — conta a vítima.

Assista ao vídeo com o momento da agressão.

Vítima esperou por ajuda

Como a avenida Getúlio Vargas é uma das mais movimentadas da cidade, ela esperava que alguém a ajudasse a parar com as agressões, porque estava ficando tonta e com a visão turva. Fora a violência, a mulher também conta que se sentiu desprotegida e vulnerável vendo tantas pessoas chegarem ao redor enquanto estava no chão e não prestarem auxílio. Depois de quase um minuto, um homem saiu de um estabelecimento comercial, conseguiu imobilizar a agressora e retirar a vítima da situação.

— O que foi mais degradante foi eu conseguir ver as pessoas me olhando, mas sem ajudar. É preciso ter mais empatia. Quando você está em uma situação de risco, independente de quem seja, (as pessoas) tem que tentar ajudar — defende.

Depois que ela foi retirada da situação, as pessoas acionaram a Polícia Militar (PM). Segundo a vítima, a guarnição demorou cerca de uma hora para chegar ao local. Neste período, a suspeita permaneceu imobilizada pelo mesmo homem, e a vítima ficou aguardando o socorro. Durante o ataque, ela conta que a outra mulher parecia transtornada, mas depois se acalmou e, enquanto a PM não chegava, ela dissimulava sobre a situação.

Com a chegada da polícia, as duas foram encaminhadas para a Central de Polícia (CP) de Joinville. De acordo com a PM, a agressora foi identificada como paciente da ala psiquiátrica do Hospital Regional Hans Dieter Schmitd, por onde teria passado em duas ocasiões. A suspeita tem 27 anos e foi internada pela última vez em maio, conforme a Polícia, mas fugiu antes da avaliação psiquiátrica.

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