nsc

publicidade

Entrevista Silvana Fioravanti

'O momento é de autodesenvolvimento', diz Silvana Fioravanti, futura presidente da Ajorpeme

Nova presidente da associação das micro e pequenas empresas de Joinville toma posse no dia 22 de janeiro de 2015

01/12/2014 - 09h27 - Atualizada em: 01/12/2014 - 11h30

Compartilhe

Por Redação NSC
Silvana: "empresários têm de sair da casca, viajar, aprender".
Silvana: "empresários têm de sair da casca, viajar, aprender".
(Foto: )

A empresária do setor de prestação de serviços Silvana Fioravanti é a nova presidente eleita da Ajorpeme. Em conversa de 50 minutos com Livre Mercado nesta semana, ela traçou planos à frente da entidade empresarial e falou de planejamento estratégico, com foco em aumentar a representatividade e melhorar a qualificação das lideranças das companhias associadas.

:: Leia mais sobre negócios

Silvana toma posse no dia 22 de janeiro de 2015. O jantar festivo será realizado no dia 5 de fevereiro. Ela comemora a qualidade do trabalho das companhias filiadas ao listar, em pouco tempo, três delas que atendem às necessidades da fábrica da BMW, em Araquari.

Desafio

- Dirigir a Ajorpeme é um grande desafio. Darei continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela atual diretoria. Temos um planejamento estratégico estruturado até 2017. Entre os pontos essenciais, está a meta de tornar a Ajorpeme referência nacional em prestação de serviços a serem entregues às micro e pequenas empresas. A capacitação profissional de executivos, combinada com a valorização profissional, também consta em nossos propósitos.

- A capacitação é ponto-chave. Ainda teremos muito a fazer neste campo, certamente. Viabilizar oferta de mais convênios e agir para dar ainda mais representatividade à instituição igualmente nos move.

Multiplicar associados

- Também vamos em busca do aumento do número de empresas associadas. Atualmente, temos 2 mil e cobertura de 15 mil funcionários. O objetivo é dobrarmos para 30 mil funcionários. Esta evolução nos permitirá elevar, em muito, a nossa representatividade para batermos nas portas com quem temos relacionamento, e encontrarmos respostas para equacionar problemas do empresariado, tanto junto ao município quanto ao Estado e ao governo federal.

União

- Não há separação entre as entidades empresariais de Joinville - Ajorpeme, Acij, CDL e Acomac. Claro que cada uma tem objetivos específicos de atuação. Mas quando os temas são comunitários, de interesse mais abrangente e social, a integração de forças é natural.

Segurança e saúde

- Um destes pontos é, por exemplo, a crítica questão da segurança pública. Batalhar para melhorá-la é estratégico. Se ao longo do ano vivemos com problemas, agora, quando a temporada de verão começar, boa parte dos policiais vai se deslocar para as praias. Isso preocupa muito. Nem é preciso falar da saúde. Tem de melhorar sob vários aspectos.

Parque empresarial

- Neste momento, se estuda a maneira de viabilizar o parque. O projeto não foi engavetado. Há um conselho, dentro da Ajorpeme, que trata disso.

Empreendedorismo

- Há uma vontade grande de levar noções e ensino de empreendedorismo às salas de aula. Isso exige mudança na grade curricular. Pode parecer difícil, mas é importantíssimo. Nesta linha do empreendedorismo, as ações da Junior Achievement são exemplares, uma excelente iniciativa.

Projeto Atender

- A burocracia é um enorme gargalo a ser superado em todo o País. Não é fácil mudar um sistema de décadas. Em Joinville, a Prefeitura e entidades como a Ajorpeme, Sescon e outras formataram o Projeto Atender. Ele já mostra resultados. No caso de empresas de setores com pouca complexidade, já é possível abrir um novo negócio no prazo de 30 dias. É um indiscutível avanço. Vamos falar bastante sobre isso na gestão de 2015.

BMW

- Há, dentre as empresas associadas à Ajorpeme, aquelas que trabalham para a BMW. Alguns exemplos, recolhidos rapidamente: a Metalúrgica Assis, com estruturas metálicas; a Sul Internet; e a SS Turismo (viagens). Isso comprova a qualidade que temos.

LOT

- A votação e a aprovação da Lei de Ordenamento Territorial (LOT) é uma necessidade. A demora atrasa a cidade. Isso tem de ser definido. O encaminhamento do assunto poderia ser mais ágil. Empresários precisam saber para onde podem ir e que tamanho de área podem ocupar. Do jeito que está, dificulta a expansão.

>> Aprovação da LOT gera polêmica entre moradores e construtores de geminados

Prefeitura

- A relação com a Prefeitura é tranquila. Trabalharemos em conjunto nas causas que interessam a todos. Espero ter as portas abertas.

Sucesso

- Entendo que os setores que mais devem crescer são os voltadas ao dia a dia das pessoas. Falo das áreas de limpeza, manutenção de residências, alimentos. Também os segmentos diversos no ramo da educação tendem a se destacar nos próximos anos. O momento é de autodesenvolvimento. O empresário tem de sair da casca, viajar, conhecer novas realidades, aprender para poder aplicar em seus negócios. E a educação é fundamental.

Deixe seu comentário:

publicidade