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    História e religião 

    O que a ciência diz sobre a história de Jesus Cristo

    Há poucos consensos entre religiosos e cientistas sobre a vida do messias 

    31/03/2018 - 04h49 - Atualizada em: 31/03/2018 - 11h46

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    Por Redação NSC
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    A existência de Jesus e sua crucificação são alguns dos poucos consensos entre religiosos e cientistas. O principal motivo são as descrições do historiador romano Flávio Josefo, visto como uma testemunha "de fora" e sem interesse em enobrecer o filho de José e de Maria. A trajetória do messias — camponês pobre pregando que o amor salvaria a todos que viviam na miséria — vai em encontro às demandas da população rural pobre, explorada pelos impostos do Império Romano, que dominava a região que hoje é Israel, pelos dízimos enviados ao Templo de Jerusalém e pelos proprietários das terras, judeus que cobravam o arrendamento.

    — Jesus só vai a uma grande cidade, que é Jerusalém, para morrer. Os Evangelhos (quatro livros escritos por apóstolos sobre a trajetória de Jesus) não mencionam Séforis, a maior cidade da Galileia, distante em só sete quilômetros de Nazaré. Esse mundo cosmopolita provavelmente não deu eco às palavras de Jesus, já que somente temos evidência de sua existência onde ele teve aderentes — observa André Chevitarese, professor de História na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Reconstrução do rosto de Jesus Cristo feita em 2001
    Reconstrução do rosto de Jesus Cristo feita em 2001
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    A fisionomia do líder cristão, aliás, é retratada de forma equivocada. Jesus não era branco, de olhos azuis ou castanhos, com longos cabelos claros. Era um indivíduo típico do Oriente Médio, com o corpo adaptado ao sol forte da região: pele morena, olhos castanhos, cabelo castanho-escuro e curto. Quanto à altura e ao peso, esqueletos de judeus que viveram na mesma época indicam que eles tinham entre 1,55 m e 1,60 m e pesavam pouco mais de 50 quilos.

    A popularização de sua aparência como homem branco se deve, sobretudo, ao trabalho de pintores renascentistas, como Leonardo da Vinci, que o retratavam à semelhança dos nobres da Itália.

    — Acho compreensível do ponto de vista histórico. Você tem uma pessoa tão importante para a sua fé, então o retrata de forma parecida — diz Cornelli, da UnB.

    E os cabelos compridos? A própria Bíblia responde que eles deveriam ser curtos. No livro 1 Coríntios, Paulo questiona: "A própria natureza das coisas não lhes ensina que é uma desonra para o homem ter cabelo comprido, e que o cabelo comprido é uma glória para a mulher?".

    Leia também: o que a ciência sabe sobre estes personagens

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    Maria Madalena

    Primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado, segundo o Evangelho de João, Maria Madalena não era prostituta — em nenhum momento da Bíblia, aliás, isso é posto.

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    Judas Iscariotes

    A única cópia restante do Evangelho de Judas foi publicada em 2006 pela revista National Geographic. O texto, ao contrário dos Evangelhos da Bíblia, afirma que Judas era o apóstolo mais fiel.

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    Pôncio Pilatos

    O procurador romano responsável pelo julgamento e crucificação de Jesus é retratado de forma diferentes por historiadores e pelos Evangelhos.

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