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Infraestrutura

Obra de prevenção de cheias está paralisada em Itajaí

Prefeitura e Terminal Portuário vivem impasse na construção do canal extravasor da Murta

13/05/2016 - 07h01

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Por Redação NSC
Obras do canal extravasor começaram em fevereiro
Obras do canal extravasor começaram em fevereiro
(Foto: )

Essencial para minimizar os efeitos das cheias em Itajaí, as obras do canal extravasor do ribeirão da Murta estão paradas há 40 dias. O motivo é a falta de autorização para que o canal passe pelo estacionamento do Terminal Portuário de Itajaí (Teporti) e chegue até o rio Itajaí-Açu. Para contornar o problema, a prefeitura iniciou o processo para desapropriar a área, considerada de preservação ambiental.

As obras começaram em fevereiro e tinham prazo de conclusão de 180 dias. O secretário de Obras de Itajaí, Tarcízio Zanelatto, afirma que o município conversou com representantes do Teporti, que autorizaram verbalmente a empreitada. Porém, quando a construção chegou ao estacionamento, os seguranças do terminal impediram a continuidade e a Polícia Militar chegou a ser acionada.

- Depois de passar por todo o processo burocrático, licitamos a obra e conversamos com a empresa, que liberou os trabalhos. Só que na hora em que íamos começar a passar o canal eles não permitiram e tivemos que paralisar. Entramos com um pedido de desapropriação e agora o processo está na procuradoria do município - explica.

De acordo com Zanelatto, a prefeitura não entendeu a negativa do terminal. O canal não afetaria o estacionamento, pois é construído com galerias. O secretário diz ainda que quando foi feita a ciclovia na Avenida Reinaldo Schmithausen ocorreu o mesmo problema e o terreno do Teporti precisou ser desapropriado.

Caso a empresa não aceite o valor proposto pela prefeitura, a ação deve parar na Justiça e aí não há previsão de quando as obras serão retomadas.

O canal extravasor foi projetado com 216 metros de comprimento, cinco metros de largura e 1,5 metros de altura para ligar o ribeirão da Murta ao rio Itajaí-Açu, passando pela Rua Tiradentes. Assim, quando ocorrer uma enxurrada, as águas poderão escoar mais rapidamente. A reportagem entrou em contato por telefone com um representante do Teporti ontem, Fernando D?Avilla, mas ele não atendeu às ligações.

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