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Trânsito

Obras do Contorno Viário de Florianópolis são novamente paralisadas

Informação foi repassada pela concessionária Arteris Litoral Sul, que administra o trecho

08/01/2019 - 13h43 - Atualizada em: 08/01/2019 - 17h53

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Redação
Por Redação DC
(Foto: )

O Contorno Viário da Grande Florianópolis, alternativa para desafogar o trânsito da região, teve um novo capítulo na manhã desta terça-feira, dia 8. A obra foi novamente paralisada e sem aviso prévio, segundo a Arteris Litoral Sul, que administra o trecho e a construção das novas faixas. Ainda não há previsão de retomada.

Em nota, a concessionária diz que a Salini Impregilo, atual construtora responsável pela obra do Contorno Viário de Florianópolis, "paralisou mais uma vez suas atividades na manhã desta terça-feira sem qualquer tipo de prévio aviso".

A Arteris afirma que está notificando a empreiteira para que promova a retomada imediata das atividades. A concessionária garante que a finalização do Contorno de Florianópolis não será impactada por essa paralisação e ressalta que todos os compromissos financeiros contratuais com a Salini estão sendo cumpridos integralmente.

Ao G1 Santa Catarina, a construtora falou que há um impasse com a Arteris, mas não deu mais detalhes, apenas citou que ainda não chegou a um acordo final com a concessionária.

A Arteris Litoral Sul diz que possui 70% do Contorno em obras, com 34,4 quilômetros em andamento, e já investiu quase R$ 1 bilhão na implantação da nova rodovia. A advogada da Salini diz que não sabia da paralisação e que os trabalhadores iriam voltar das férias coletivas nesta segunda-feira, dia 7.

A empresa Sallini Impregilo é responsável pela construção de 30 dos 50 quilômetros previstos do Contorno Viário da Grande Florianópolis.

Devagar, quase parando

O contorno viário da Grande Florianópolis tem o objetivo de desviar o tráfego de longa distância que atualmente passa na BR-101 na região de Florianópolis. Os estudos realizados preveem redução de aproximadamente 20% na intensidade desse tráfego. Mas as obras, que inicialmente deveriam ficar prontas em 2012, enfrentaram diferentes problemas ao longo dos últimos anos.

Em novembro do ano passado a Construtora Salini Impregilo decidiu demitir funcionários e reduzir o ritmo das atividades. De acordo com a Arteris, a construtora alegou que não tinha condições financeiras para seguir executando o contrato. A concessionária afirmou, no entanto, que os repasses de dinheiro para a Salini Impregilo estão em dia.

Já em outubro deste ano, os funcionários da Salini Impregilo entraram em greve. Os trabalhadores exigiam reajuste de salários. Os trabalhos obras ficaram parados por 11 dias, até que a Justiça do Trabalho determinou multa diária aos trabalhadores, caso mantivessem o protesto.

A obra está prevista para ser entregue em 2022. Quando terminar, o contorno deverá ser usado, principalmente, para desviar o tráfego de caminhões pesados que atualmente precisam cortar as regiões centrais de Biguaçu, São José e Palhoça, o que ajuda a complicar ainda mais o trânsito nessas áreas.

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