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PROTESTO

Ocupantes da UFFS e reitor não chegam a um acordo 

Conselho Universitário foi sugerido como mediador, mas reitor quer decisão antes de reunião do dia 18

11/09/2019 - 19h02 - Atualizada em: 11/09/2019 - 19h42

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Darci
Por Darci Debona
Reitor e vice da UFFS não foram reconhecidos por estudatnes
Reitor Marcelo Recktenvald (d) e o vice Gismael Perin não tiveram permissão de acesso ao prédio da reitoria e despacham na AGU
(Foto: )

Os estudantes que ocupam o prédio da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, desde 30 de agosto e a equipe do novo reitor Marcelo Recktenvald não chegaram a um acordo de conciliação, conforme proposto na Justiça Federal.

Na audiência realizada na Justiça Federal, na terça-feira (10), foi retirada a proposta de formar uma comissão de mediação na reunião do Conselho Universitário, prevista para o dia 18 de setembro.

Mas o reitor pedia o acesso ao prédio. A proposta foi levada para o movimento Ocupa UFFS que decidiu em assembleia permitir a entrada da equipe de transição, mas não do reitor e do vice. Essa decisão foi levada nesta quarta-feira (11) em reunião no Ministério Público Federal (MPF), da qual o reitor não participou.

O movimento não reconhece a nomeação de posse do reitor, que foi o terceiro colocado em consulta pública realizada na comunidade universitária, com 21% dos votos. No entanto, ele foi escolhido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, em lista tríplice. Apesar de o ato não ser ilegal, a comunidade esperava a nomeação do primeiro colocado, Anderson Ribeiro, que foi diretor do campus de Erechim (RS).

Por isso, decidiram ocupar a reitoria e pedir a renúncia de Marcelo Recktenvald, a quem chamam de interventor. Já o reitor não aceitou a decisão dos estudantes, de liberar apenas sua equipe.

— Nossa proposta foi de conciliação e de que eles poderiam continuar lá desde que liberassem o meu acesso e do meu vice, pois sem a nossa presença o andamento da gestão fica prejudicado. Os procuradores estão avaliando as medidas que vamos tomar. Espero que essa situação seja resolvida antes do dia 18. Até porque se a mediação feita por uma pessoa não chegou a uma conciliação, vamos conseguir isso com 54 pessoas de ideologias diferentes? — questionou Marcelo Recktenvald.

Tanto o Ministério Público Federal quanto a juíza federal querem evitar uma reintegração forçada e, por isso, pretendem esgotar o diálogo no caso.

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