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Ofertas de imóveis residenciais de alto padrão puxa preço do m² em SC

Diferente do que foi informado anteriormente pela Fecomércio SC, não houve valorização dos imóveis residenciais em 37%, mas aumento no preço do m² daqueles ofertados 

16/09/2016 - 13h19

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Por Redação NSC

Santa Catarina teve aumento de 37% no valor médio do m² dos imóveis residenciais para venda entre novembro de 2015 e agosto de 2016, e não valorização de 37%, conforme havia sido veiculado em matéria publicada no dia 13 de setembro pelo Diário Catarinense com base em informação da Fecomércio SC. Após revisão da Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), a Fecomércio fez a retificação da informação nesta sexta-feira.

Na prática, isto significa que os imóveis de maior valor agregado disponibilizados no mercado puxaram a média, mas não que os preços nominais dos imóveis tenham subido.

Os dados evidenciam o comportamento do mercado de imóveis de alto padrão, que correspondem a 12% das ofertas: em agosto, o valor médio dos apartamentos e casas anunciados com cifras acima de R$1 milhão foi 78% maior do que o início da apuração (novembro de 2015).

— Essa variação expressiva mostra que houve uma mudança no perfil dos imóveis ofertados. Indícios como o aumento na quantidade de vagas de garagens, valores médios de impostos e taxas e localização privilegiada corroboram estas modificações do mercado - explica Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio SC.

Florianópolis e Balneário Camboriú são responsáveis pela maior fatia das ofertas (62%) no período e dividem a liderança no metro quadrado mais caro do Estado.

O levantamento mapeia imóveis usados de uso comercial e residencial anunciados para venda e locação em portais imobiliários de novembro de 2015 a agosto de 2016.

Venda comercial

Reflexo da recessão da economia, os imóveis comerciais para venda apresentaram estabilidade no preço médio do metro quadrado, com queda de 2% nos últimos meses. A Capital registrou o maior valor no mês de agosto (R$ 8.802,60), acima da média estadual.

Após reajuste entre abril e maio de 2016, os preços médios de sala/conjunto, que respondem por 86% das ofertas, estagnaram. As lojas (térreo) e casas comerciais também registraram aumento no preço médio por conta da entrada de opções de maior investimento - fato evidenciado também pelo aumento da metragem média dos imóveis anunciados.

Locação

Já as ofertas de locação para imóveis comerciais apresentaram aumento de 4% no preço médio do m², resultado menor do que a inflação. Considerando a média geral do Estado (R$ 29,34/m²), os preços em Balneário Camboriú (R$ 33,13/m²) e Florianópolis (R$ 32,16/m²) se destacaram novamente entre as cidades pesquisadas em agosto.

No mercado de aluguel residencial são os apartamentos de um, dois e três dormitórios que guiam os preços, visto que respondem por 76% do volume de ofertas. Enquanto o preço médio dos apartamentos menores apresentou uma sutil queda, os de três dormitórios apresentaram avanço de 13%.

Acompanhando o comportamento do aluguel comercial, o valor médio do m² residencial também teve uma variação 4%. Novamente, Balneário Camboriú e Florianópolis se destacam neste indicador: R$ 21,18 /m² e R$ 20,21/m², respectivamente. Na outra ponta está Criciúma, com o valor de R$ 11,32 /m².

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