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Operação afasta prefeito de Lauro Müller investigado por fraude, peculato e corrupção

Mandado judicial foi cumprido na manhã desta segunda-feira 

02/12/2019 - 11h29 - Atualizada em: 03/12/2019 - 19h59

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Por Lariane Cagnini
Lauro Muller
Chefe do Executivo municipal foi afastado
(Foto: )

O prefeito de Lauro Müller Valdir Fontanella (PP) foi afastado das funções na manhã desta segunda-feira, pelo prazo de até 180 dias. A Operação Seguindo Rastro cumpriu nove mandados de busca e apreensão também em Orleans, Criciúma e São José, e a investigação apura crimes de fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva por agentes públicos e empresários.

O esquema investigado está relacionado à contratação de empresas para fornecimento de serviços de horas-máquinas e execução de obras de engenharia em Lauro Müller nos últimos três anos. A pedido Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o Tribunal de Justiça determinou o afastamento do prefeito.

A operação foi deflagrada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos,  juntamente com o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina.

O nome da operação, Seguindo Rastro, é em alusão aos vestígios deixados pela trama ilícita e pela proximidade de Lauro Müller com a Serra do Rio do Rastro. A investigação tramita sob sigilo e não é possível divulgar mais informações, segundo o MPSC.

Em nota divulgada nesta terça-feira (03), o prefeito ressaltou que não responde a nenhuma processo e não é indiciado. E completa:

"O que dar-se a entender é que a investigação apura os serviços prestados por empresas ao município e de que tais empresas seriam de nossa propriedade ou ligada a nós. Ainda não tive acesso à investigação e não tive a oportunidade de me defender previamente. Serei ouvido somente na próxima sexta-feira, dia 6. Já me pronunciei expressamente às autoridades que desejo, com toda firmeza e transparência, prestar todos os esclarecimentos necessários.

A nota afirma ainda que a própria denúncia comprova que as empresas citadas já prestaram ou ainda prestam serviços a outras prefeituras e órgãos públicos.

"Neste momento, ainda não entendi o motivo de meu afastamento (...) Porém garanto-lhes de que provaremos nossa inocência no curso destas investigações", afirma, informando que busca meios jurídicos para reassumir o cargo.

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