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Segurança

Operação contra entrada de celulares e drogas é deflagrada no Presídio de Joinville

Investigação verificou a existência de supostos grupos de agentes penitenciários que ajudaram a inserir aparelhos celulares dentro das celas

07/11/2019 - 14h24 - Atualizada em: 07/11/2019 - 14h25

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Redação
Por Redação AN
foto mostra presídio de joinville visto de fora
(Foto: )

Na manhã desta quinta-feira, 7, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio do Grupo Regional de Joinville, deflagrou a Operação Progresso, em apuração à entrada de aparelhos celulares e drogas no Presídio regional de Joinville. Mais de 150 agentes do Gaeco, do Departamento de Administração Prisional e das Polícias Civil e Militar estão cumprindo 50 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária em Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Mafra e Curitibanos.

A operação engloba duas investigações, sendo que a primeira apurou crime contra administração pública, relacionada à inserção de aparelhos celulares no Presídio Regional de Joinville (PRJ), e a segunda apurou a conduta de integrantes de organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios catarinenses, envolvidos com tráfico ilícito de drogas.

As investigações iniciaram em março de 2019 e durante este período foram identificados aproximadamente 50 investigados envolvidos supostamente com organização criminosa voltada à prática de crime contra a administração e tráfico de drogas. Em razão da existência de dois grupos, houve a cisão da apuração em dois procedimentos de investigação criminal.

O primeiro procedimento, que apura crimes funcionais, verificou a existência de supostos grupos de agentes penitenciários envolvidos com particulares que inseriram ilegalmente aparelhos celulares no PRJ, mediante pagamento de propina. No curso das investigações foi possível identificar o modus operandi com que um dos grupos negociou a entrada de celulares nas celas.

No segundo procedimento de investigação criminal foram identificados supostos integrantes de organização criminosa que, com o auxílio de esposas/companheiras/parentes, praticaram tráfico ilícito de drogas durante as visitas (conjugal e normal) no PRJ.

A equipe de investigação apurou a forma e modo como as esposas/companheiras/parentes preparavam as drogas ilícitas para serem entregues aos presos. Também se apurou que presos, mediante uso de telefonia celular, comandam tráfico ilícito de drogas fora do sistema prisional.

Em relação ao primeiro procedimento de investigação criminal foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e quatro de prisões temporárias. Já em relação ao segundo procedimento, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisões temporárias.

O nome da Operação

Durante as investigações foram identificados alguns termos recorrentes e próprios dos integrantes da suposta organização criminosa. Dentre estes termos, foi identificado "progresso" que pelo contexto expressava evolução, ganhos, melhoria para o mundo do crime.

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