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    Operação da Polícia Civil mira golpe em financiamento de carros no Vale do Itajaí

    Operação investigou crimes de estelionato cometidos contra concessionárias e revendas de veículos na Região do Alto Vale do Itajaí

    13/11/2019 - 12h35 - Atualizada em: 13/11/2019 - 15h06

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    Redação
    Por Redação Santa
    Polícia Civil
    Documentos foram apreendidos em Navegantes e Blumenau
    (Foto: )

    Um homem foi preso em Blumenau nesta quarta-feira (13) durante a operação Cadastro Positivo, da 2ª Delegacia de Polícia Civil com apoio da DIC e da delegacia de Navegantes. A ação mirou o combate a crimes de estelionato cometidos contra concessionárias e revendas de veículos na Região do Alto Vale do Itajaí. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Blumenau e Navegantes, além da prisão do suspeito.

    O homem detido seria um estelionatário que, segundo a polícia, já possuía registros anteriores pela mesma prática. Segundo o delegado Lucas Gomes de Almeida, ele aplicava golpes em Blumenau, Ituporanga e Itajaí, todos envolvendo venda e financiamento de veículos de forma fraudulenta.

    O esquema começava com a abordagem de pessoas que tinham o nome limpo e sem financiamentos. O homem então convencia elas para que fizessem o financiamento de veículos e depois passassem para o nome do suspeito, que dizia ter uma revenda de carros mas não podia adquirir novos veículos pois estava com o nome sujo. Em alguns casos, o suspeito prometia valores de R$ 3 a R$ 5 mil por cada carro financiado, ou o favorecimento na negociação de algum veículo. Ele dizia que depois iria transferir o financiamento e a documentação para o próprio nome, o que nunca acontecia.

    Depois do financiamento, o homem vendia os carros para terceiros e as pessoas utilizadas no cadastro ficavam com o nome negativado — pois não tinham condições de pagar o financiamento.

    Segundo o delegado, em um dos casos o suspeito chegou a conseguir que a pessoas fizesse o financiamento de cinco carros, sendo quatro deles em uma só revenda. O fato despertou também a suspeita para envolvimento de funcionários de lojas de veículos no golpe.

    A prática configura estelionato, crime que tem a pena prevista entre um e cinco anos de prisão.

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