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    Operação da Polícia Federal contra pagamento de propina da JBS cumpre mandado em SC

    Esquema envolveria o pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária federal

    10/12/2019 - 09h47 - Atualizada em: 10/12/2019 - 09h49

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    Redação
    Por Redação DC
    Operação Porteira Aberta
    (Foto: )

    A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (10) 15 mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Porteira Aberta, que investiga o suposto pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária por parte da empresa JBS. Segundo a Polícia Federal, a empresa pagava para que os fiscais emitissem certificados sanitários sem terem de fato fiscalizado e inspecionado o abate de animais na unidade da empresa.

    Os mandados são cumpridos em seis Estados: Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças/MT, local onde funciona a unidade da empresa que é o foco da investigação.

    Ao todo, o pagamento de propina ocorria nas unidades dos municípios de Anápolis/GO, Campo Grande/MS, Cassilândia/MS, Barra do Garças/MT, Confresa/MT, Cuiabá/MT, Diamantino/MT, Pedra Preta/MT, Vila Rica/MT, São José dos Quatro Marcos/MT, Água Boa/MT, Matupá/MT e Ponta Porã/MS. A Polícia Federal não divulgou qual foi o mandado cumprido em Santa Catarina.

    Participam da ação mais de 60 policiais federais. Esta é a segunda fase da operação, que se baseia na análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase (em 15 de junho do ano passado, que apontaram o pagamento de R$ 1.860.700,00 em propina apenas na unidade de Barra do Garças/MT, além da celebração de 11 acordos de colaboração premiadas entre o Ministério Público Federal e Polícia Federal.

    Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6.092.200 em propinas aos agentes públicos envolvidos. As propinas variavam de R$ 5 mil a R$ 25 mil mensais, que perduraram até o início de 2017, com fim após a Operação Carne Fraca. Segundo a PF, as investigações mostram que entre 2010 e 2014 os lançamentos contábeis destinados a encobrir as propinas usaram documentos falsos, já que o CPF destinatário das despesas, que teria supostamente prestado os serviços de marketing, pertencia a uma pessoa falecida em 2009.

    São alvos da operação os fiscais federais agropecuários e os médicos veterinários conveniados que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa. Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.

    A operação foi denominada Porteira Aberta por causa da ausência de controle dos animais e a falta de inspeção dos fiscais sanitários, que permitia que o gado fosse abatido indiscriminadamente, sem qualquer empecilho.

    *Com informações do G1

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