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    Orelhada: Quem vai fazer festa para o Cine Palácio?

    Prédio no Centro de Joinville foi inaugurado no dia 23 de dezembro de 1917. Hoje, é ocupado por uma igreja evangélica

    25/04/2017 - 01h00 - Atualizada em: 26/04/2017 - 16h06

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    Por Redação NSC
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    Talvez nem o leitor com um pouco mais de idade vá atentar para o fato de que no final deste ano, mais precisamente no dia 23 de dezembro, o Cine Palácio será enfim considerado um prédio centenário. Inaugurado em 1917 como Theatro Nicodemus, virou Cine Palácio em 1943 e por muito tempo abrigou sessões de filmes, espetáculos de teatro e outros eventos de Joinville. Em 1995, sucumbiu à concorrência dos cinemas de shopping e entregou os pontos, virando palco de cultos evangélicos.

    A imponente construção perto do terminal de ônibus resiste, mas só é parte da rotina dos fiéis. Vão longe seus dias de corredor cultural e emblemático ponto de encontro para cinéfilos joinvilenses. Só esses, muito provavelmente, entoarão para si mesmos um íntimo e saudoso "feliz aniversário" em dezembro e talvez até mudem o itinerário para rever o velho Palácio. Fora isso, que outra festa o empalidecido monumento terá, ainda mais estando no centro de uma disputa entre dono, locatário, Ministério Público e Tribunal de Justiça?

    Letra em branco

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    "Sem Palavras" é, vamos combinar, um ótimo título para uma coletânea de bandas puramente instrumentais. Mas ele traz também embutido um sentido de gratidão a quem influenciou os nomes incluídos no álbum virtual lançado pelo site Scream&Yell – gente como Pata de Elefante (RS), ruído m/m (PR), Camarones Orquestra Guitarrística (RN) e o trio Skrotes, de Florianópolis, que paga sua dívida para com o Black Sabbath fazendo uma versão muito própria para Symptom of the Universe. Aliás, o ecletismo sonoro é tão presente quanto a surpresa das leituras, que vão de Astor Piazzolla a Iron Maiden, passando por Roberto Carlos, Kraftwerk e The B-52¿s. Baixe à vontade lá no www.screamyell.com.br.

    Papo de moda

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    Pensou que a lista de convidados da Feira do Livro de Joinville tinha fechado? Enganou-se. Está sendo aguardada para o dia 14 de junho a escritora e publicitária Cris Guerra (foto), uma das principais blogueiras de moda do País, cujo livro "Moda Intuitiva" figurou entre os mais vendidos em 2016. Autora de outros dois livros, Cris também tem um canal no YouTube e escreve colunas para sites, rádios e revistas falando não só sobre looks diários, mas também de maternidade, comportamento e empoderamento feminino.

    Edital próximo

    Muito importante reforçar o início, na quinta-feira, do recebimento de projetos para o Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura. O governo do Estado distribuirá R$ 5,6 milhões entre 176 propostas aprovadas em 11 categorias: culturas populares; arte e cultura negra e indígena; artes visuais; dança; literatura; música; patrimônio material e imaterial; museus; teatro e circo; apoio a eventos artísticos e culturais; e bolsa de trabalho, intercâmbio e residências. Mas atente para a novidade desta edição, que é a inscrição exclusivamente pelo site www.fcc.sc.gov.br/editalelisabeteanderle, e também para o prazo dela, de 60 dias.

    Emoções desenhadas

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    "Orelhada" convida os leitores a conhecer a série "Mulheres", da joinvilense Carol Silva, uma das responsáveis pelas ilustrações do jornal de teatro "Caixa de Pont(o)". Na galeria de desenhos postada em seu perfil no Facebook, ela retrata figuras femininas retiradas de filmes como "Bagdad Cafe", "Volver", "Veludo Azul", "Twin Peaks" e "Repulsa ao Sexo". O detalhe em vermelho evidencia a impressão que cada uma deixou em Carol – tédio, sofrimento, idealização, mágoa, transgressão –, marcas que, em certo sentido, encontram eco no feminismo.

    Frase

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    "Ele cantou rock n¿ roll, música italiana, repertório romântico. Era um artista eclético, de muito bom gosto, supertalentoso. E, acima de tudo, muito querido e simpático. Ele vai fazer muita falta, com toda sua alegria, educação e gentileza."

    Ronaldo Corrêa, do grupo Golden Boys, fala ao jornal "O Globo" sobre o colega de Jovem Guarda Jerry Adriani (foto), que morreu no domingo, aos 70 anos. Além de ídolo do movimento sessentista, o cantor foi um dos maiores ícones da música romântica brasileira e figura essencial para revelar Raul Seixas nacionalmente. A última vez que Jerry esteve em Joinville foi em julho do ano passado, quando se apresentou no teatro da Liga.

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