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Meio ambiente

Órgãos avaliam danos ambientais após trem descarrilar em Guaramirim

Cerca de 3,5 mil litros de óleo diesel caíram sobre o rio Quati, que corta a Rodovia do Arroz

04/06/2018 - 09h22 - Atualizada em: 04/06/2018 - 12h39

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Por Redação NSC
Equipes trabalham também na retirada dos vagões
Equipes trabalham também na retirada dos vagões
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Os órgãos ambientais e equipes da empresa Rumo Logística trabalham nesta segunda-feira no local onde um trem descarrilou em Guaramirim. O acidente envolvendo um caminhão e a locomotiva aconteceu por volta das 5 horas de domingo e causou o vazamento de aproximadamente 3,5 mil litros de material.

Rumo, Defesa Civil e Fundação do Meio Ambiente de Guaramirim trabalham desde domingo na contenção do óleo, que atingiu uma extensão de quase dois quilômetros do rio. Nesta segunda-feira, eles fazem a recuperação da linha férrea e o Instituto do Meio Ambiente (IMA) fará a avaliação dos danos ambientais. Os trabalhos devem durar uma semana.

Segundo o coordenador regional da Defesa Civil, Osvaldo Gonçalves, a água do rio Quati não é usada para abastecimento da cidade. Ela passa ao lado de plantações e propriedades onde se cria animais. Por isso, os moradores foram alertados pelos órgãos ambientais de que não usem a água. Apesar de não haver risco à população, Gonçalves explica que já foi possível ver pelo menos uma reação ao vazamento.

— Não encontramos peixes mortos, mas ontem (domingo) tinha alguns procurando oxigênio (na superfície) por causa do óleo diesel — conta.

Em um primeiro momento, foram instaladas cerca de dez barreiras de contenção ao longo do rio. Com o trabalho de retirada de parte do material poluente, as barreiras já foram reduzidas para seis e, ao longo do dia, devem diminuir ainda mais. A Defesa Civil municipal também vai avaliar se a Rumo Logística terá de responder pelo dano ambiental causado pelo vazamento.

Dois vagões do trem continuavam no local na manhã desta segunda-feira e devem ser retirados durante o dia. Eles vão ser colocados novamente nos trilhos para poderem ser levados pela empresa concessionária. Com as máquinas ainda trabalham na região, o trânsito da Rodovia do Arroz pode ser desviado enquanto durar a operação.

Segundo o diretor da Defesa Civil de Guaramirim, Ezequiel de Souza, o órgão vai cobrar do Estado uma melhor manutenção da rodovia, como sinalização, pintura, iluminação e roçada da região próxima ao cruzamento do trilho do trem.

Técnicos vão avaliar os danos ambientais no rio Quati
Técnicos vão avaliar os danos ambientais no rio Quati
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Como foi o acidente

O acidente aconteceu após um caminhão colidir contra o trem durante a madrugada. De acordo com a Defesa Civil, a locomotiva havia saído do porto de São Francisco do Sul e seguia em direção a Mafra. Ela estava descarregada no momento do acidente, mas o caminhão atingiu o tanque onde havia cerca de 10 mil litros de óleo diesel armazenado.

De acordo com os Bombeiros Voluntários de Guaramirim, duas pessoas ficaram feridas no acidente. O motorista do caminhão foi encaminhado ao Hospital São José, em Jaraguá do Sul, com suspeita de fratura da rótula do joelho esquerdo. Já o maquinista foi encaminhado ao hospital de Guaramirim com dores na região cervical.

Defesa Civil vai pedir melhorias na sinalização, iluminação e roçada
Defesa Civil vai pedir melhorias na sinalização, iluminação e roçada
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Moradora aponta melhorias

Edileia Mader Gomes, 34 anos, mora em uma casa próxima à linha férrea há 15 anos e está acostumada com a passagem do trem diariamente durante a madrugada. No último domingo, ela ouviu o aviso sonoro emitido pela locomotiva, mas voltou a dormir e não escutou o acidente.

— Estamos acostumados a ouvir barulhos de caminhões freando ou passando pelos trilhos. Acordei só porque os cachorros estavam latindo demais e fui ver o que estava acontecendo — explica.

Por volta das 5h30, Edileia levantou e viu o trem descarrilado. Ela conta não ter se assustado porque já havia presenciado outro acidente parecido no mesmo local. Há poucos anos, ela viu um trem descarrilar e cair sobre um caminhão.

Segundo a moradora, é necessário ter uma sinalização melhor no cruzamento com o trilho para evitar novos acidentes, assim como a roçada nas margens da rodovia e iluminação. Ela conta que já houve uma cancela no local, mas ela apresentava defeito e não subia mais. Acabou sendo quebrada por um caminhão e nunca mais recolocada.

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