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Orla do Centro Histórico de São José deve ser inaugurada em agosto 

Secretário de Planejamento da cidade afirma que obra de recuperação do espaço, que incluiu construção de trapiche, praça e quadras, está em fase final

03/07/2019 - 05h45 - Atualizada em: 13/09/2019 - 13h34

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Por Guilherme Simon
obras centro são josé
Trabalhador atua na pavimentação da área em registro feito na última semana
(Foto: )

A revitalização da orla do Centro Histórico de São José, na Grande Florianópolis, está perto de ser concluída. Iniciada em dezembro do ano passado, a obra deve ficar pronta até o dia 17 de agosto, quando a prefeitura pretende fazer um evento de inauguração.

O secretário de Planejamento de São José, Rodrigo de Andrade, afirma que 90% dos trabalhos estão prontos e garante que a entrega será feita a tempo.

— A obra está seguindo como o planejado. O trapiche, por exemplo, já está com toda a infraestrutura finalizada, faltando a conclusão da pintura do piso, que está recebendo uma obra de arte, e a finalização da pavimentação do restante da área — comenta o secretário.

A recuperação promete fazer com que o espaço, antes abandonado, volte a ser uma opção de lazer para os moradores da cidade. Além do trapiche, foram construídas duas quadras, uma poliesportiva e outra de grama sintética, praça e escadaria. O local teve calçadas e iluminação revitalizadas, e receberá também academia ao ar livre, parede de escaladas para crianças e bicicletário.

Conforme o secretário Rodrigo de Andrade, a obra, que abrange a área dos fundos da Câmara de Vereadores até o local onde existia um ginásio de esportes, teve um investimento de R$ 3,3 milhões, valor recuperado do duodécimo da Câmara de Vereadores.

Trapiche ganha painel com história da cidade

No chão do trapiche construído na orla, um painel contará a história da cidade desde antes de sua fundação, com centenas de imagens e textos explicativos. A obra é assinada pelo artista plástico Plínio Verani.

— Durante as discussões sobre a recuperação do Centro Histórico, chegamos a um conceito de algo como um largo da memória, e então decidimos incorporá-lo no chão do trapiche, pintando esse painel onde será possível acompanhar os momentos da formação da cidade - explica o artista, que é morador de São José e integra o Conselho Municipal de Cultura.

Para ele, a obra de revitalização é o primeiro passo no sentindo de recuperar e valorizar a memória da cidade.

— Há 49 anos, quando o prédio da Câmara de Vereadores foi construído, a cidade deu as costas para o mar, e com isso parece que perdeu a sua essência — observa.

trapiche São José
O artista plástico Plínio Verani no painel do trapiche construído na orla do Centro Histórico
(Foto: )

Moradores e comerciantes esperam "nova vida" para local

Entre os moradores e comerciantes, a expectativa é de que a revitalização da orla também faça com que mais pessoas frequentem o local. Dono de um comércio há 40 anos no Centro Histórico, Antônio Nelson Pereira Soares diz que o movimento tem diminuído nos últimos tempos.

— Eu acho que a obra é positiva, porque vai trazer mais movimento para essa área da cidade. Está muito fraco — opina.

Allana Curcio Siutter, que é moradora e trabalha perto da orla, acrescenta que o espaço também gerava insegurança na população.

— Estava realmente precisando, pois essa área estava muito abandonada, até mesmo perigosa — diz.

Já a moradora Márcia Dutra lamenta que o Ginásio Municipal Carlos Varela, que ficava no local, tenha sido demolido. Ela diz que o espaço tinha um valor sentimental para ela, que o frequentou durante a escola, mas reconhece que a estrutura estava sem condições de uso.

— Até dá pra entender porque demoliram, pois realmente não estava recebendo o cuidado que merecia. O que a gente espera agora é que a nova área receba os cuidados necessários para não acabar ficando do mesmo jeito.

O ginásio esportivo, inaugurado em 1987, ficou em desuso por mais de um ano e teve a cobertura destruída por um vendaval. Conforme o secretário Rodrigo de Andrade, a reforma do equipamento era inviável e cara porque a estrutura estava comprometida. Por isso, a prefeitura optou por demoli-lo.

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