nsc
dc

Cotidiano

Os efeitos negativos dos exageros à frente das telas

Sedentarismo e insônia são alguns dos problemas provocados pela exposição excessiva às telas. Veja dicas de cuidados para ter uma boa qualidade do sono e bem-estar nesse período

02/01/2021 - 15h00

Compartilhe

Por Redação NSC
saude-videogame-ferias
Sedentarismo e insônia são alguns dos problemas da exposição excessiva às telas
(Foto: )

Com a pandemia da Covid-19, as telas ganharam destaque na vida de quem precisa trabalhar ou estudar em casa. E também na hora do lazer. Em um ano em que todas as atividades migraram para o mundo virtual, a indústria dos games viu os usuários se multiplicarem e o número de acessos saltar exponencialmente.

> Confira mais notícias sobre saúde

Agora, no período de férias é preciso ter cautela para que todo o tempo livre não seja ocupado com videogames, alerta a especialista em Educação Física e professora do Colégio Marista Anjo da Guarda, Juliana Speltri:

– Muito tempo parado na frente do computador pode ser prejudicial, pois o corpo poderá sofrer consequências fisiológicas como: problemas circulatórios, aumento de peso, postura inadequada, dores no corpo e também LER (Lesões por Esforço Repetitivo).

> A expectativa para a nova geração de videogames

Juliana explica que o ideal é fazer pequenas interrupções a cada meia hora ou quarenta minutos e alongar-se, andar pelo espaço que está situado e mexer o corpo. Afinal de contas, o sedentarismo é a maior causa da obesidade e ficar muito tempo parado em frente à tela é uma rotina que está cada dia mais frequente. 

Os jogos on-line ativam a adrenalina do corpo em uma proporção muito alta, de acordo com Juliana. A adrenalina é um hormônio produzido pela glândula suprarrenal e responsável pelas sensações de estresse e excitação. 

– Os jogos que demandam um nível de atenção cada vez maior para vencer as fases, fazem com que o corpo injete mais adrenalina no sangue para dar conta do nível de excitação provocado pela ação do game. Nesse caso, jogar antes de ir dormir, é insônia na certa. Além disso, a ansiedade provocada pelo estímulo também favorece a insônia – aponta a especialista. 

ESTRESSE, FADIGA E ANSIEDADE 

Dormir pouco ou dormir mal aumentam os níveis de cortisol e isso faz com que a irritabilidade, depressão, mau humor, obesidade, falta de memória, visão turva, problemas cardíacos como palpitações, ansiedade, fadiga estejam presentes no dia a dia.

Segundo estudo desenvolvido pela University School of Medicine, de Stanford, nos EUA, o número de horas de sono ideal para cada pessoa varia, de um modo geral, entre sete e nove horas por noite. É no sono profundo que todas as informações que adquirimos durante o dia são armazenadas e assimiladas no cérebro.

> Infográfico: Como a ressaca acontece? Entenda

Por isso, esse momento é tão importante, pois é quando o processo de aprendizagem acontece no organismo. Outro aspecto muito importante é o hormônio do crescimento, o GH. É durante o sono profundo que ele circula no corpo.

> Prevenção: Cinco hábitos de higiene que devemos manter no pós-pandemia

– Uma noite mal dormida de vez em quando não vai causar grandes problemas, mas passar a noite em claro ou ir dormir tarde por muito tempo, pode causar consequências muito ruins principalmente para a saúde, estudos e tarefas diárias – conclui Juliana.

DICAS PARA UM BOM SONO 

Confira alguns cuidados a serem tomados para uma boa qualidade do sono: 

> Não praticar atividade física até três horas antes de dormir. É importante lembrar movimentar o corpo pode contribuir para a melhora do sono, desde que realizada fora desse período. 

> Ter horário para dormir e acordar. 

> Não se alimentar próximo ao horário de dormir. 

> Ter um ambiente tranquilo, longe de barulho e luz, principalmente de eletrônicos. 

> Alimentação saudável também é um fator importante para ter uma boa qualidade do sono.

Leia mais:

> Balneário Camboriú vira capital catarinense dos retrogamers

> YouTube para negocios: curso on-line ensina como comecar do zero

Colunistas