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Os grandes momentos do Planeta Atlântida 2017

Anitta, Ludmilla, Capital Inicial e os artistas do hip hop protagonizaram algumas das passagens mais marcantes da 22ª edição do festival

06/02/2017 - 00h00 - Atualizada em: 06/02/2017 - 05h41

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Por Redação NSC
Jeremih e Ludmilla
Jeremih e Ludmilla
(Foto: )

Teve rock, pagode, funk, forró, reggae e tudo o mais que cabe no universo da atual música pop no Brasil. Inegável é que o rap esteve na linha de frente das atrações do Planeta Atlântida 2017. Confira, a seguir, alguns momentos que marcaram a 22ª edição da festa, que arrastou 80 mil pessoas à Saba, em Atlântida

Que bonito, hein

O show era de Jeremih, mas quem brilhou mesmo foram Ludmilla e Anitta. A primeira era a convidada oficial do rapper norte-americano. A segunda entrou sem ser convidada, mas levou o público ao delírio. Já passava das 3h da madrugada de domingo quando Anitta – que havia se apresentado pouco mais de uma hora antes – invadiu o palco no momento em que Jeremih apresentava sua última música solo, Don¿t Tell. Ela dançou e sensualizou ao lado do cantor, para surpresa de todo o público.

Se Anitta tentou roubar a cena com Jeremih, Ludmilla provou que também sabe colocar o povo para dançar. A outra funkeira a se apresentar na segunda noite do Planeta fez uma passagem rápida – cerca de meia hora – e só tocou hits. Para começar, cantou ao lado do rapper a música Tipo Crazy. Os dois chegaram a ensaiar um beijo no palco, provocando a gritaria dos presentes (foto no alto). Quando ele deixou o palco, Lud tomou conta da festa e fez a galera ferver ao som de seus maiores sucessos, a exemplo de 24 Horas, Te Ensinei Certin, Sem Querer, Bom e Sou Eu.

Nos bastidores, Anitta seguiu acompanhando a apresentação da colega e foi flagrada cantando e dançando Hoje, música com a qual Ludmilla encerrou o Planeta Atlântida 2017.

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Rap e funk ditam o ritmo

Dois universos estiveram em conexão nos palcos do Planeta. Funkeiros e rappers dividiram espaço e simbolizaram o destaque que os gêneros vêm conquistando no mercado musical nos últimos anos. Do hip hop, teve Emicida e Projota, com suas letras engajadas e românticas. Pai e filho, Marcelo D2 e Sain levaram a parceria familiar para o palco. Jeremih apresentou o rap dos EUA, país onde o hip hop nasceu nos anos 1970.

Um dos destaques foi a parceria de Karol Conka e Gabriel O Pensador. Karol abriu a apresentação e jogou o público para a Gandaia – um de seus hits. Depois, ela e Gabriel cantaram junstos Olhos Coloridos, de Sandra de Sá, e Solitário Surfista, de Jorge Ben Jor. Depois o rapper fez a sua apresentação com músicas conhecidas do público, como Cachimbo da Paz. O Pensador ainda participou do show de Armandinho, no Palco Planeta, além de se apresentar sozinho no Palco Complex.

A união entre rap e funk se deu com Projota e Anitta, quando o rapper subiu para cantar com a funkeira a música Cobertor. A tradição do funk carioca ainda esteve representada, neste ano, por Ludmilla, MC Bin Laden e DJ Marlboro, um dos pioneiros do gênero.

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– Me apaixonei no Planeta. Cheguei em Passo Fundo e escrevi 70 músicas – contou, antes de entrar no palco na primeira noite de festival.

Outro "quase gaúcho", Gabriel O Pensador revelou nos bastidores ter influência da música e da cultura do Rio Grande do Sul por conta do pai e do avô gaúchos.

No sábado, Projota afirmou que no Sul está seu "melhor público". Ele lembrou de referências locais para o rap, como Da Guedes e Nitro Di, e revelou que tem vontade de gravar seu próximo DVD em Porto Alegre.

Comemorando 20 anos de estrada, o grupo Sorriso Maroto também homenageou o Estado. Ao fim do show, o vocalista Bruno Cardoso selou a lua de mel com o público ao se enrolar em uma bandeira do Rio Grande do Sul.

Mas o maior destaque mesmo foi Wesley Safadão que, na primeira noite, abriu seu show com o clássico Querência Amada, de Teixeirinha.

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Ao fim, citou um de seus ídolos de infância, Duca Leindecker:

– Obrigado, Duca!

Planeta de gerações

Em 21 anos de existência, o Planeta Atlântida já viu milhares de jovens passarem pela Saba, em Atlântida. Alguns deles agora retornam com seus filhos. É o caso de Ana Cristina dos Santos Baptista, 41 anos, e Steffani Baptista Ribeiro, 14, que viveram emoções distintas. Enquanto, para a mãe, a sensação era de reencontro – havia curtido apenas um Planeta na vida, o primeiro de todos, em 1996 –, a menina alcançou, em julho do ano passado, a idade para fazer sua estreia como planetária. As preferências de cada uma sintetizam a diferença de gerações: Ana Cristina ansiava pelos shows de Capital Inicial, Marcelo D2 e CPM 22, enquanto a filha queria ver Projota, Anitta e Ludmilla.

Steffani e Ana Cristina, mãe e filha no Planeta
Steffani e Ana Cristina, mãe e filha no Planeta
(Foto: )

Paz, amor e consciência

Foi com um set list de 25 músicas que Armandinho voltou ao Planeta. O regueiro tocou seus principais hits, além de passar mensagens de paz e amor. O público cantou junto músicas como Reggae das Tramanda e Toca uma Regueira Aí!. O músico selou sua lua de mel com os planetários conversando com os presentes ao longo de uma hora de show. Em uma das intervenções, pediu para que os presentes imitassem a atitude dos torcedores japoneses na Copa do Mundo e recolhessem o lixo antes de ir embora.

Ao fim, resumiu a performance com um elogio aos espectadores:

– Que show! Que show que vocês deram. Nós somos só um espelho de vocês!

Capital do rock

O rock¿n¿roll resiste no Planeta. Outrora o gênero mais popular entre a garotada, o rock foi representado, na edição 2017 do festival, por um de seus expoentes no país nos últimos 30 anos. Em seu show, o Capital Inicial fez valer sua história, tocando 15 músicas de toda a carreira da banda, começando com Depois da Meia-Noite e emendando Independência, Quatro Vezes Você, Olhos Vermelhos, À sua Maneira, Natasha, Primeiros Erros e Fátima.

Antes da cover de Que País É Esse?, da Legião Urbana, o vocalista Dinho Ouro Preto – um show à parte, devido à empolgação e à sintonia com o público – aproveitou para fazer um discurso político.

– Ainda que tenha sido composta há mais de 30 anos, essa música continua atual – disse, antes de criticar políticos que habitam Brasília, sua terra natal, e o cenário político nacional como um todo.

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Muito romântico

Atração internacional da primeira noite, o norte-americano Jason Mraz fez um show digno de seu tamanho: cantou seus principais sucessos, transmitiu mensagens de amor ao público e embalou os casais de planetários com suas músicas românticas.Lá pelas tantas, pediu para que a plateia parasse e respirasse fundo. Fez isso por três vezes. E explicou:

– Este show está de tirar o fôlego.

Em meio a mensagens de exaltação ao amor e incentivos ao público para que este pratique mais ações simples de carinho, como abraçar, Mraz tocou sucessos como Lucky, 93 Million Miles e, principalmente I¿m Yours – músicas que, inevitavelmente, renderam abraços e beijos apaixonados entre os casais da plateia.

Ao fim de mais de uma hora e meia de show, ainda arriscou uma cover de Bob Marley – Three Little Birds.

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