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Os homens e mulheres do futuro presidente

Jair Bolsonaro terá 22 ministérios, sete a mais do que o prometido, falta a confirmação apenas do titular do Meio Ambiente. Outra marca que surge nessa formação do Executivo federal para 2019 é a dos "superministérios"

08/12/2018 - 04h01 - Atualizada em: 08/12/2018 - 05h19

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Por Redação NSC

A pouco mais de três semanas da posse, o primeiro escalão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) começa a ganhar os contornos definitivos. Na última segunda-feira, o futuro ministro da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM), apresentou à imprensa o desenho final da nova gestão e confirmou que serão 22 ministérios na Esplanada – sete a menos do que o quadro atual, sete a mais do que o prometido na campanha. E com a escolha dos nomes, em que falta a confirmação apenas do ministro do Meio Ambiente, também aparecem os sinais de quais caminhos o novo governo adotará.

Incluídos como ministérios inicialmente no governo Bolsonaro, o Banco Central (BC) e Advocacia-Geral da União (AGU) deverão perder o status no ano que vem, reduzindo posteriormente o número de pastas a 20. No caso do BC, o novo governo defenderá aprovação da autonomia e independência da autarquia. Já em relação à AGU, a ideia é apresentar uma mudança constitucional para prever que toda ação judicial que envolva atuação do governo federal tenha como foro judicial os tribunais superiores.

Perfis com afinidades das pautas do presidente

Outra marca que surge nessa formação do Executivo federal para 2019 é a dos “superministérios”. São dois: Economia, com Paulo Guedes, e Justiça e Segurança Pública, que será comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro.

No perfil dos ministros, claro, há a afinidade com pautas defendidas por Bolsonaro durante a corrida eleitoral, como o liberalismo na Economia e no Banco Central, a Escola Sem Partido na Educação, ideologia à direita nas Relações Exteriores e fortalecimento de posições da bancada evangélica nos Direitos Humanos.

Um dos pontos visíveis é o peso da farda na composição do colegiado, com sete militares (ou pelo menos com origem na caserna) ocupando cargos de ministro. Com a escolha de três parlamentares do DEM, Bolsonaro indica que a sigla é uma das mais próximas a ele, embora ao menos por enquanto não tenha aderido formalmente à base de apoio do futuro governo - e a presença na Esplanada não deixa de ser argumento para reverter isso. Houve também a manutenção de alguns integrantes da gestão de Michel Temer (MDB), apontando alinhamentos e intenção de continuidade de ações em algumas áreas.

Os "superministros"

Onyx Lorenzoni - Casa Civil

(Foto: )

Deputado federal eleito para o quinto mandato, Onyx recebeu mais de 183 mil votos neste ano, o segundo mais votado do Rio Grande do Sul. Aos 64 anos, é médico veterinário e sócio de um hospital veterinário em Porto Alegre. Apesar de o DEM não pertencer à aliança de Bolsonaro, Onyx apoiou o capitão desde o início da campanha e foi escolhido como ministro extraordinário da transição.

Paulo Guedes - Economia

(Foto: )

Coordenador do plano econômico, é chamado de Posto Ipiranga pelo presidente eleito, em referência a um comercial de TV que aponta o estabelecimento como resposta para todas as demandas. Ficará à frente de um superministério que vai agrupar à Economia a Fazenda, o Planejamento e o Programa de Parceria de Investimentos. Guedes tem 69 anos e um dos fundadores do Banco Pactual e do grupo BR Investimentos, hoje parte da Bozano Investimentos.

Sérgio Moro - Justiça e Segurança Pública

(Foto: )

Natural de Maringá (PR), além de magistrado, é escritor e professor universitário. Graduado em Direito, tem mestrado e doutorado e é juiz federal desde 1996. Moro ficou famoso por liderar os julgamentos da Lava-Jato e condenar em primeira instância o ex-presidente Lula. No futuro governo, liderará um dos superministérios, responsável por duas das mais importantes pastas.

Outros ministros

Ciência e Tecnologia - Marcos Pontes

Gabinete de Segurança Institucional - General Heleno

Agricultura - Tereza Cristina

Defesa - General Fernando Azevedo e Silva José

Relações Exteriores - Ernesto Araújo

Controladoria-Geral da União - Wagner Rosário

Saúde - Luiz Henrique Mandetta

Educação - Ricardo Vélez Rodríguez

Advocacia-Geral da União - André Luiz de Almeida Mendonça

Secretaria-Geral da Presidência - Gustavo Bebianno

Secretaria de Governo - Carlos Alberto dos Santos Cruz

Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas

Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto

Turismo - Marcelo Álvaro Antônio

Cidadania - Osmar Terra

Minas e Energia - Albuquerque Junior

Mulher, Família e Direitos Humanos - Damares Alves

Banco Central - Roberto Campos Neto

Os nomes do segundo escalão

Petrobras - Roberto Castello Branco

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Joaquim Levy

Polícia Federal - Maurício Valeixo

Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DCRI) - Érika Marena

Tesouro Nacional - Mansueto Facundo de Almeida Júnior

Banco do Brasil - Rubem Novaes

Caixa Econômica Federal - Pedro Duarte Guimarães

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - Carlos Von Doellinger

Exército - Edson Leal Pujol

Marinha do Brasil - Ilques Barbosa Junior

Força Aérea Brasileira (FAB) - Antônio Carlos Moretti Bermudez

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