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Desburocratização

Os primeiros passos da prefeitura de Joinville para acabar com a burocracia

Protocolo eletrônico e convênio para implementar projeto benchmarking no Brasil

11/10/2013 - 12h51 - Atualizada em: 11/10/2013 - 13h39

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Por Redação NSC
Mudanças devem reduzir sensivelmente o consumo de papel nos escritórios de contabilidade
Mudanças devem reduzir sensivelmente o consumo de papel nos escritórios de contabilidade
(Foto: )

A primeira vitória na luta para reduzir a burocracia na Prefeitura de Joinville foi conquistada nesta semana, com a entrada em vigor do protocolo eletrônico para liberação do alvará de localização no cadastro mobiliário.

A mudança é apenas uma das etapas no processo de abertura de empresas, mas sinaliza a disposição de encarar de frente um dos gargalos do poder público municipal.

Mas uma outra medida que está em curso promete revolucionar a tramitação dos processos: a introdução de um sistema de informações eletrônicas que envolverá todos os órgãos da administração.

O convênio firmado no início do mês pelo prefeito Udo Döhler abrange várias áreas e traz para cidade uma experiência bem-sucedida de tramitação online vinda do Rio Grande do Sul. Estas mudanças são esperadas por quem quer abrir um negócio ou lida com o processo, como a auxiliar administrativa Juliana Limas.

A cada dez companhias que iniciam as atividades em Joinville, duas optam por se registrar em localidades vizinhas, como Araquari. Lá, o processo de abertura hoje é cinco vezes mais rápido, segundo estudo realizado por contadores da Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme).

O empresário Ronan Herbest, 31 anos, conhece bem esta realidade. Após desfazer uma sociedade, em fevereiro, abriu sozinho uma nova empresa de usinagem no Distrito Industrial. Ele imaginou que a mudança seria simples, pois já estava há oito anos no mercado.

O CNPJ não demorou muito e ele começou a trabalhar. Nessa fase, deparou-se com uma situação comum: os meses vão passando, as contas chegam, mas a empresa não consegue receber porque não tem nota fiscal.

Para driblar o problema, alguns empreendedores usam nota de terceiros, outros atuam na informalidade e muitos simplesmente não concretizam as transações comerciais.

- Como eu poderia comprar aço e negociar com os clientes? Perdi uma parte da clientela trabalhando 20% do que poderia - diz.

O faturamento mensal, que na época da sociedade ficava entre R$ 25 mil e R$ 30 mil, caiu para cerca R$ 7 mil. Há dois meses, Ronan desistiu de Joinville e iniciou o processo de abertura do negócio em Araquari.

- Os meus clientes ficam na região Norte de Joinville. E a empresa em Araquari, por uma questão de necessidade - lamenta.

A expectativa é de que situações como a de Ronan se tornem menos frequentes com o novo sistema gaúcho, que se destaca por ser gratuito, fácil de usar e eficiente.

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