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Os riscos da embolia pulmonar durante a cirurgia plástica

Saiba quais cuidados são essenciais para minimizar a chance deste tipo de acidente cirúrgico

11/02/2013 - 11h05

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Por Redação NSC
 A TEP (Tromboembolismo Pulmonar) é a principal complicação grave em uma cirurgia plástica
A TEP (Tromboembolismo Pulmonar) é a principal complicação grave em uma cirurgia plástica
(Foto: )

A embolia pulmonar ocorre quando um coágulo (trombo) que está fixo em uma veia do corpo se desprende seguindo pela circulação até o pulmão, obstruindo a passagem de sangue por uma artéria.

- Com isso, uma área do pulmão suprida por esta artéria pode sofrer alterações que irão repercutir em todo o organismo, podendo causar sintomas como dor torácica e dificuldade respiratória. Em casos extremos o problema pode levar a óbito - explica o cirurgião plástico Luiz Eduardo Mendonça.

A TEP (Tromboembolismo Pulmonar) é a principal complicação grave em uma cirurgia plástica. Por isso, alguns cuidados são essenciais para tentar minimizar o risco de uma embolia pulmonar durante o procedimento cirúrgico. O especialista indica quais:

? Dispositivo automático de compressão pneumática (como o Sequell) semelhante a um "massageador" que comprime os membros inferiores em intervalos regulares, simulando a musculatura em movimentação.

? Uso de meias elásticas durante e após a cirurgia.

? Movimentação precoce após a cirurgia.

? Elevação das pernas.

? Uso de anticoagulantes em doses profiláticas no caso de pacientes com risco elevado de trombose venosa profunda (TVP).

As mulheres correm mais riscos

De acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), as mulheres reúnem mais fatores de risco do que os homens para trombose ou embolia pulmonar.

- O uso de contraceptivo oral, o tabagismo, ter mais de 40 anos e se submeter a uma cirurgia plástica representa risco - diz o médico.

No entanto, a lista de fatores de risco é extensa, sendo que os principais são:

? Idade acima de 40 anos.

? Excesso de peso ou obesidade.

? Varizes nas pernas.

? Gravidez e pós-parto.

? Câncer.

? AVC (acidente vascular cerebral).

? Traumas, especialmente nos membros inferiores e que requeiram redução de mobilidade temporária.

? Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca ou doença pulmonar crônica.

? Uso de contraceptivo oral (anticoncepcional).

? Uso de medicamentos como quimioterápicos ou tratamentos hormonais.

Como prevenir

Medidas simples podem ser adotadas para evitar o problema. Entre elas: fazer caminhadas regularmente, não fumar, manter o peso controlado, quando estiver em pé e parado fazer movimentos como se estivesse andando, se estiver acamado realizar movimentos com os pés e as pernas, e se ficar sentado por muito tempo movimentar os pés como se estivesse andando.

Quem deseja realizar uma cirurgia plástica deve investir ainda mais nessas atitudes preventivas.

- Evitar conjugar grandes cirurgias ou tempo cirúrgico prolongado também é uma medida cautelar importante - ressalta o especialista.

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