Passada a turbulência da década de 1850, tanto Hermann quanto a colônia Blumenau viveram momentos de mais bonança a partir de 1860, quando a localidade passou a ser estatal e os recursos para infraestrutura começam a vir com mais garantia por parte do governo imperial.

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Só que mesmo com essa mudança, Dr. Blumenau continuou como diretor, um pedido do próprio imperador Dom Pedro II, com quem o fundador mantinha uma relação próxima e de respeito, sempre buscando prestar contas de forma minuciosa.

Sem a pressão por mendigar verbas, sobrou tempo até para a vida amorosa de Blumenau, da qual havia se desprendido desde o fim do noivado, logo que chegou ao Brasil para fundar a colônia.

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Em 1865, Hermann viajou para a Europa e casou-se, em 21 de maio de 1867, com Bertha Louise Repsold, com quem teria quatro filhos: Pedro Hermann, Christine, Gertrud e Otto. O quarto e último, porém, morreu cerca de 10 meses depois. O casal Blumenau então retorna à colônia em 1869, para dar sequência ao último período do fundador em solo brasileiro.

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Bertha Repsold e Dr. Blumenau.
Bertha Repsold e Dr. Blumenau. (Foto: Acervo de Gilberto Gerlach, Arquivo Pessoal)

Depois de deixar a direção da colônia comandada por ele por mais de 30 anos, em 1884 havia chegado o momento de partir. A esposa Bertha sentia saudades dos familiares na Alemanha e o instigou a voltar à Europa.

Em 15 de agosto daquele ano, Hermann se despediu do Brasil pela última vez, e passou a morar em Braunschweig, cidade que havia feito parte da vida do colonizador na adolescência. Lá, com mais problemas decorrentes da surdez, viveu os 15 últimos anos da vida até a morte, em 30 de outubro de 1899, no principal cemitério da cidade.

No local, o túmulo onde foi enterrado Hermann Blumenau está preservado, muito embora os restos mortais tenham sido tirados do local e trazidos para o Mausoléu, na cidade de Blumenau, em 1974.

O lugar, porém, não deixa de ser especial. A reportagem do Santa acompanhou a visita da historiadora Sueli Petry ao local. Emocionada, ela relatou o sentimento de visitar o exato local onde os familiares acompanharam o sepultamento do fundador.

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– Parece que ele está aqui comigo. Estou sentindo – relatou, emocionada, à reportagem do Santa no local.

Túmulo de Dr. Blumenau em Braunschweig

Emocionada, a historiadora Sueli Petry visitou a sepultura de Dr. Blumenau em Braunschweig
Emocionada, a historiadora Sueli Petry visitou a sepultura de Dr. Blumenau em Braunschweig (Foto: Augusto Ittner)

Inscrição no túmulo de Dr. Blumenau, no cemitério de Braunschweig.
Inscrição no túmulo de Dr. Blumenau, no cemitério de Braunschweig. (Foto: Augusto Ittner)

“Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”, inscrição no túmulo de Dr. Blumenau. (Foto: Augusto Ittner)

Onde fica a sepultura de Hermann Blumenau

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