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    Padrasto acusado de matar criança de 1 ano em Joinville é assassinado

    A criança morreu em 20 de dezembro e a mãe dela foi morta a tiros cinco dias depois

    27/06/2020 - 14h38 - Atualizada em: 27/06/2020 - 15h40

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra o local onde a criança foi supostamente encontrada
    No primeiro momento, a família disse que a menina havia se afogado na piscina
    (Foto: )

    O homem que foi acusado de matar a menina Helloyse Gabriele Francisco dos Santos, de um ano e 11 meses, em Joinville, foi encontrado morto na noite de sexta-feira (26), em São Francisco do Sul. Willian Kondlatsch de Morais, de 20 anos, havia sido solto recentemente, após passar cerca de quatro meses detido no Presídio Regional de Joinville.

    As primeiras informações são de que ele foi encontrado por volta das 23h05 no bairro Ubatuba, perto da Associação de Moradores do Majorca, na rua Rio Fortuna. Ele estava no chão, ao lado da pista, e tinha várias marcas de disparos de arma de fogo. 

    Testemunhas disseram à Polícia Militar de São Francisco do Sul que um carro foi visto fugindo em alta velocidade do local depois dos disparos. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joinville e a Polícia Civil de São Francisco do Sul foram acionados para ir até o local do crime.

    foto mostra a menininha que morreu
    Helloyse seria buscada pelo pai no dia seguinte, após ele conseguir a guarda na Justiça
    (Foto: )

    Família alegou afogamento

    Helloyse Gabriele Francisco dos Santos tinha um ano e 11 meses quando morreu, em 20 de dezembro. No primeiro momento, a família explicou o caso como afogamento: a menina teria sido encontrada por Willian em uma piscina na casa ao lado da que a criança vivia com a mãe e com o padrasto, no bairro Ullysses Guimarães, na zona Sul de Joinville.

    No dia seguinte, no entanto, a Polícia Civil começou a trabalhar com a hipótese de que a menina foi assassinada e Willian foi preso como principal suspeito. Na época, o delegado Wanderson Alves, da Delegacia de Homicídios de Joinville, explicou que o laudo médico descartou a hipótese de afogamento e apontou que a morte ocorreu por “pressão direta nas vias aéreas”.

    Além disso, em perícia feita no local do suposto afogamento, a Polícia Civil identificou que o acesso à residência onde fica a piscina em que a menina foi encontrada possui um portão de ferro considerado pesado demais para que a menina abrisse sozinha. Por isso, em 21 de dezembro, Willian foi preso.

    Mãe da menina foi morta cinco dias depois

    Em 25 de dezembro, Maria Helena da Silva Francisco Neto, de 20 anos, mãe de Helloyse Gabriele, foi assassinada com tiros no quintal de casa, no bairro Ulysses Guimarães. 

    — Ela estava no quintal de casa e foi morta com alguns tiros de calibre 380. Não temos informações de autores ou motivação, mas foi uma execução — afirmou o delegado Elieser José Bertinotti.

    Maria Helena havia negado em depoimento na delegacia que o companheiro teria cometido o crime. O pai biológico de Helloyse iria buscar a criança no dia seguinte à morte da menina, após conseguir a guarda dela na Justiça. A mãe e o padrasto tinham uma ordem judicial para entregar a criança no sábado. 

    Acusação foi formalizada pelo MPSC

    O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou pelo crime em 9 de janeiro de 2020. No início de abril, no entanto, Willian foi solto após um pedido do próprio Ministério Público, que pediu que a investigação fosse novamente remetida para a Polícia Civil. Para a promotoria, não havia dúvidas sobre a materialidade do crime, mas sobre a autoria dele.

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