nsc
hora_de_sc

Opinião

Paixão Azurra: revisando a temporada 2020 até aqui (Parte I)

Colunista Vinícius Bello opina diariamente sobre os assuntos do Leão da Ilha

20/03/2020 - 07h30

Compartilhe

Vinícius
Por Vinícius Bello
avaí
(Foto: )

Enquanto seguimos em quarentena cuidando da nossa saúde e das pessoas que amamos, retrocedemos no tempo para analisar a temporada de 2020 do Leão até essa suspensão por conta do coronavírus. Para isso, voltemos em 2019, ano que o torcedor avaiano nem gosta de lembrar muito. Existia uma “bomba relógio” no departamento de futebol azurra.

O método intuitivo e sem planejamento conseguiu algumas conquistas como acessos à Série A e o título catarinense do último ano. No entanto, era apenas uma questão de tempo para a realidade aparecer, e apareceu de uma forma bastante dolorida: o humilhante rebaixamento de 2019, com a segunda pior campanha da história do Campeonato Brasileiro.

O baque foi grande, mas ao menos serviu para uma ruptura de sistema. E, talvez, a cartada tenha sido feita sem grandes intenções de mudanças profundas, talvez até sem querer, mas foi o que a subida de Diogo Fernandes para o futebol profissional causou. A estrutura interna do departamento de futebol foi totalmente modificada, mais adequada aos tempos atuais, e o planejamento foi feito com bastante antecedência.

Porém, uma peça fundamental seguiu o roteiro antigo de administrar: a escolha do novo treinador. Na onda de Jorge Jesus, o presidente escolheu a dedo Augusto Inácio, sem o menor conhecimento de seu trabalho como treinador. Como abordaremos mais a frente, deu muito errado.]

Erros de montagem

Apesar da destacada mudança profunda no departamento de futebol, erros de avaliação também aconteceram. Primeiramente, a não contratação de um zagueiro rápido, com mais agilidade, formando-se uma defesa com idade muito avançada com as contratações de Rafael Pereira e Airton, o que segue causando problemas defensivos. Na lateral esquerda, Capa recebeu um voto de confiança que não merecia.

No setor de meio campo, o erro principal foi considerar Bruno Silva um primeiro volante – que definitivamente não é – e contratar Wesley, que fez péssima temporada no Criciúma rebaixado para a Série C e que segue sem corresponder. Três equívocos de avaliação que não deveriam ter sido cometidos e que demonstraram que, apesar dos avanços, ainda há muito espaço para melhorar. Continuaremos nos próximos dias.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Esportes

Colunistas